Dieta pescetariana: O que é, como fazer e benefícios

5 de setembro, 2019

São tantas as dietas, os planos e estilos alimentares em alta que fica até difícil acompanhar todos os métodos de alimentação disponíveis. Mas, quem gosta da ideia de reduzir a ingestão de carne, porém quer se beneficiar dos nutrientes dos peixes, pode adotar a dieta pescetariana – também chamada de semi-vegetariana. 

As pessoas que seguem esse plano, os pescetarianos, comem uma grande variedade de alimentos à base de plantas, como frutas, verduras, legumes, grãos e nozes – além de peixes e frutos do mar. Por isso, essa metodologia é comparada com a recomendada dieta mediterrânea

Alimentos permitidos

  • Frutos do mar
  • Grãos
  • Frutas e vegetais
  • Leguminosas
  • Sementes
  • Oleaginosas
  • Ovos, leites e derivados são opcionais. 

Alimentos proibidos

Carne vermelha e de animais como aves, porco e peru.

Leia também: Dieta mediterrânea: Saiba como fazer e os benefícios para a saúde

Benefícios

Essa dieta combina os nutrientes das plantas e dos frutos do mar, o que pode ajudar com várias deficiências alimentares comuns encontradas em vegetarianos, como escassez de vitamina B12 (encontrada apenas em produtos de origem animal), falta de proteínas ou certos aminoácidos, uma proporção desequilibrada de ácidos graxos essenciais (ômega 6 e ômega 3), ou deficiência de ferro (que pode levar à anemia).

Proteína e a vitamina B12 são essenciais para os processos metabólicos e a função nervosa do corpo, bem como para a construção de ossos e músculos fortes. No entanto, nem todas as proteínas são criadas da mesma forma: Existem proteínas completas (geralmente produtos de origem animal) que fornecem todos os aminoácidos essenciais necessários que seu corpo precisa. E existem proteínas incompletas (a maioria das plantas) que faltam em um ou mais aminoácidos essenciais. Isso pode tornar arriscado cortar todos os alimentos de origem animal da dieta, porque você corre o risco de não ter alguns aminoácidos.

Leia também: Qual é a melhor dieta para emagrecer e ganhar saúde?

Também, uma das principais razões pelas quais o peixe é tão bom para nós é por causa de seus altos níveis de gorduras ômega 3. Ao comer alimentos como salmão, camarão e atum, o corpo está recebendo uma grande dose dessa gordura saudável ​​para diminuir a inflamação.

A mistura de nutrientes encontrados nos frutos do mar também ajuda a regular os batimentos cardíacos, reduzir a pressão arterial e os níveis de colesterol, diminuir a formação de coágulos sanguíneos, baixar os triglicerídeos e prevenir um ataque cardíaco ou derrame. 

Vale a pena seguir a dieta pescetariana?

A menos que você não possa viver sem um bife, há muito do que se beneficiar da dieta pescetariana. Basicamente, estará consumindo todos os alimentos ricos em antioxidantes e vitaminas, além de obter alguns nutrientes (como proteínas completas e ácidos graxos ômega-3) de frutos do mar  – que são mais difíceis de consumir em uma dieta estritamente vegetariana.

Leia também: Dieta Optavia: O que é e como funciona

Também, os ácidos graxos ômega 3  podem diminuir a inflamação no corpo e regular a pressão sanguínea e os triglicerídeos. Essa dieta também tem sido associada à diminuição do risco de outras doenças crônicas, incluindo diabetes, demência e depressão. 

Outras pessoas, é claro, a escolhem por razões de sustentabilidade, preocupações com direitos dos animais ou apenas preferência pessoal. 

Desvantagens

O pescetariano precisa carregar nas folhas verdes, feijões e legumes para obter quantidades adequadas de ferro. Aqueles que evitam laticínios e ovos devem ainda se preocupar com a  falta de cálcio. 

Outro ponto de atenção é que é possível ficar entediado com a ingestão de peixes repetidamente todos os dias para obter proteína suficiente. Isso pode levar a aumentar a ingestão de carboidratos, o que pode causar ganho de peso, deficiência de proteínas, fadiga e outros problemas de saúde.

Se você consome muitos frutos do mar – independente de qual dieta segue, deve evitar comer peixe com alto teor de mercúrio diariamente para minimizar o risco de envenenamento. Porém, os peixes mais comuns do dia a dia, como salmão, sardinha, anchova e bacalhau, contém, em geral, pouco mercúrio, o que significa que essa dieta é segura para a maioria das pessoas. 

Lembre-se de que apenas abandonar produtos à base de carne não significa que você está automaticamente se alimentando de maneira saudável. Não importa qual o plano escolhido, é preciso se manter concentrado em ingerir alimentos nutritivos, variados e completos. 

Leia também: Dieta vegetariana: O que é, como fazer e cardápio

Sobre o autor

Redação
Redação
Todos os textos assinados pela nossa equipe editorial, nutricional e educadores físicos.