Câncer de mama: sintomas, tipos e tratamentos 

Saúde
09 de Setembro, 2022
Câncer de mama: sintomas, tipos e tratamentos 

O câncer de mama é o mais incidente em mulheres de todo o mundo. De acordo com o Inca, mais de 2,3 milhões de novos casos foram estimados em 2020, o que representa quase 25% dos cânceres em mulheres.

No Brasil, a realidade não é diferente: excluindo os tumores de pele não melanoma, o câncer de mama é o mais incidente em todas as regiões, com destaque para o Sul e Sudeste. Além disso, em 2022, o Inca projetou mais de 66 mil novos casos.

Por outro lado, uma boa notícia é que um tipo de câncer com altas chances de cura. Se for diagnosticado em estágios iniciais, as taxas de cura superam os 95%. Por isso, é tão importante ficar atento aos sinais e realizar periodicamente os exames de rotina.

Neste guia vamos esclarecer as principais dúvidas sobre o tema, tipos de câncer de mama, tratamentos e como redobrar os cuidados com os fatores de risco e prevenção. Confira!

O que é câncer de mama?

O câncer de mama não é uma doença única, mas envolve diversos tipos de tumores que acometem as mamas. De forma geral, o câncer de mama é um crescimento descontrolado de células que adquirem características anormais. A doença ocorre não só em mulheres, mas homens também podem desenvolvê-la.

Como ocorre?

De acordo com o site do A.C.Camargo Cancer Center, quando ocorrem mutações no material genético dessas células, elas podem adquirir a capacidade de se dividirem de forma desordenada. Além disso, podem evitar a morte celular, que faz parte do ciclo de vida de qualquer célula do organismo. Com isso, podem invadir tecidos próximos e originar tumores.

Fatores de risco

Não há somente uma única causa que leva o aparecimento do câncer de mama. Mas existem alguns fatores de risco que podem contribuir para o aparecimento da doença:

  • Mulheres acima de 50 anos têm mais chances de desenvolver o câncer
  • Histórico familiar de câncer, principalmente de ovário e de mama
  • Alteração genética especialmente nos genes BRCA1 e BRCA2
  • Ter hábitos de vida não saudáveis, como fumar, ingerir bebidas alcoólicas, sedentarismo e sobrepeso e obesidade

Contudo, é importante destacar que por mais que a mulher apresente um ou mais fatores de risco não significa que ela irá desenvolver a doença.

Como prevenir o câncer de mama

Basicamente, a prevenção passa por adotar bons hábitos de vida e investir em atitudes saudáveis. Entre elas:

  • Ter uma boa alimentação: reduzindo consumo de carne vermelha, eliminando os embutidos e dando preferência às folhas, legumes, carnes brancas, frutas, grãos integrais
  • Evitar sobrepeso e obesidade
  • Não fumar e evitar o tabagismo passivo
  • Evitar bebidas alcoólicas
  • Praticar atividade física
  • Antes de realizar a terapia de reposição hormonal é importante consultar o médico para avaliar se a paciente pode usar hormônios ou não. Se sim, não prolongar o seu uso por mais de cinco anos.
  • Amamentação

De acordo com Fernanda Perez Magnani Leite, cirurgiã oncológica do A.C. Camargo Cancer Center, a cada doze meses que a mulher amamenta, diminui-se o risco de ter câncer de mama em torno de 4,3%. Isso ocorre principalmente em decorrência de dois fatores.

“A amamentação é um fator importante em relação a prevenção do câncer de mama porque durante o processo de aleitamento materno a mulher tem menos ciclos menstruais. Logo, ela fica menos exposta ao estrogênio, além de produzir menos desse hormônio”, esclarece a especialista.

Leia mais: Amamentação e câncer de mama: entenda a relação

Sintomas de tumores na mama

Aqui, vale um alerta: em muitos casos, principalmente, em estágios iniciais pode não haver nenhum sintoma. Mas, mesmo assim, é importante ficar atento a mudanças na mama, seja na cor, tamanho ou espessura da pele.

Os principais sintomas do câncer de mama são:

  • Nódulo (caroço) indolor: geralmente está presente em 90% dos casos de câncer de mama
  • Caroço nas axilas
  • Inchaço em parte da mama
  • Dor no mamilo ou inversão do mamilo
  • Saída de secreção pelo mamilo
  • Irregularidades na pele da mama: covinhas ou franzidos, que fazem a pele se assemelhar à uma casca de laranja
  • Alterações no bico da mama

Esses são sinais de alerta, mas não necessariamente significam câncer. Por isso, é importante, ao notar qualquer alteração na mama, procurar ajuda médica para uma avaliação mais completa.

O autoexame é eficaz?

Durante muitos anos o autoexame surgiu como estratégia para identificar os tumores de mama, mas estudos demonstram que esta atitude não reduzia a mortalidade por câncer de mama. Isso porque quando o nódulo geralmente é palpável já está mais avançado e pode diminuir as chances de cura.

De lá para cá, o ideal é que sim, as mulheres estejam conscientes de suas mamas, observando-as, atentas aos sinais, mas que não deixem de realizar de forma rotineira os exames de detecção do tumor.

Como é feito o diagnóstico de câncer de mama?

Para confirmar o diagnóstico, o médico solicita alguns exames, entre eles a mamografia, ultrassonografia, ressonância magnética e biópsias. Além disso, a mamografia é recomendada pelo Ministério da Saúde que seja realizada por mulheres acima dos 50 anos, pelo menos a cada dois anos. Este exame é considerado um dos principais e mais importantes para identificação de tumores ainda no estágio inicial.

Contudo, a confirmação se o nódulo é câncer ou não somente é feita a partir de uma biópsia, que é a retirada de um fragmento da lesão por punção ou cirurgia. Depois disso, essa amostra é analisada em laboratório para, então, ter a definição do diagnóstico.

Mamografia x ultrassonografia

De acordo com a ginecologista Naira Scartezzini, a ultrassonografia é indicada para pacientes mais jovens. “O exame tem o potencial de buscar nódulos ou lesões císticas”, explica. Já a mamografia é como se fosse um raio-X, e busca além de nódulos calcificações, também.

Em alguns casos, pode ser necessário realizar a ressonância magnética. “É mais indicado em pacientes que possuem histórico de câncer de mama. Além disso, a ressonância pode ser solicitada quando houver uma lesão que não foi bem esclarecida na mamografia ou ultrassonografia”, explica a médica.

Quem tem silicone pode fazer mamografia?

Sim, contudo as próteses podem atrapalhar o exame, dificultando a visualização de tumores. Por isso, quem tem silicone deve avisar ao técnico radiologista antes do exame, para que ele possa posicionar a mama corretamente no equipamento. Em alguns casos pode ser necessário realizar exames complementares como a ressonância magnética ou ultrassonografia.

Como funcionam as biópsias?

“É muito importante entender que a biópsia faz o diagnóstico e fornece várias informações. É como se trouxesse o nome e sobrenome do tumor”, explica Wesley Pereira Andrade, oncologista e mastologista.

Existem três tipos de biópsia por agulha:

PAAF

Por meio de uma agulha fina é feita uma incisão na pele para remover células do nódulo suspeito.

Core biópsia

Este tipo de biópsia utiliza uma agulha mais grossa que o anterior para remover uma amostra de tecido. É uma das técnicas mais comuns de biópsia para confirmação de diagnóstico, mas para evitar dor, é feita com anestesia local.

Mamotomia

Este tipo de biópsia é orientada quando não há um nódulo evidente, mas há alguma alteração nos exames de imagem. Além disso, o médico radiologista insere um clipe de titânio para demarcar o local, onde a amostra do nódulo foi retirada.

Biópsia cirúrgica

Contudo, em alguns casos, a biópsia cirúrgica é uma opção, quando não for possível realizar os outros tipos de punção. Neste tipo, o médico retira uma quantidade maior de tecido, podendo remover parte do nódulo ou ele todo. Além disso, por ser um procedimento de maior porte, anestesias local ou geral são indicadas.

Imunoistoquímica

Todavia, outros exames podem ser necessários. Além do diagnóstico anatomopatológico inicial feito a partir da biópsia, o médico patologista poderá realizar outros exames para avaliar melhor as características do tumor. Um deles é a pesquisa imunoistoquímica de receptores hormonais (estrógeno e progesterona), HER2 e do índice de proliferação celular (Ki-67).

Os nomes podem parecer complicados, mas de forma mais simples esses hormônios estão ligados ao crescimento do tumor. A identificação desses hormônios pode auxiliar na definição do tipo de tratamento e medicamento que serão utilizados. Por exemplo, cerca de 20 a 25% dos cânceres de mama são positivos para HER2 e requerem um fármaco específico.

Tipos de câncer de mama

Com o avanço da ciência e do entendimento sobre o comportamento dos cânceres de mama, é possível ter um tratamento mais personalizado. Por isso, é importante entender algumas variáveis:

Disseminação e crescimento do tumor

In situ: o tumor não se disseminou para fora da região onde está
Invasivo/infiltrante: há disseminação do tumor, invadindo tecidos ao redor

Graus

Durante a análise da amostra, o patologista atribui uma nota para o tumor, que pode ser G1, G2 e G3. Sendo o G1, com crescimento mais lento e o G3, com crescimento mais rápido. Isso ajuda a definir a evolução da doença ao longo dos anos.

Morfologia

Há mais de 48 denominações em relação ao tipo de célula e sua forma de organização no tumor, mas alguns exemplos são: carcinoma ductal in situ, carcinoma papilífero, carcinoma ductal invasivo, carcinoma lobular invasivo, carcinoma tubular invasivo, carcinoma mucinoso invasivo, carcinoma metaplásico invasivo, carcinoma invasivo com fatores medulares, entre outros.

Molecular

Os cânceres de mama podem ser classificados por meio das alterações que existem nos genes e regulam o funcionamento das células. Por isso, podem ser classificados como:

  • Luminal A ou B (presença variável de receptores hormonais)
  • Luminal B/HER2 (presença variável de receptores hormonais e HER2 positivo)
  • Superexpressor de HER2 (presença do teste HER2 positivo)
  • Triplo Negativo (ausência de receptores hormonais e de HER2)

Estadiamento

Além dessas características descritas acima, o câncer de mama pode ser identificado de acordo com a sua extensão e disseminação no corpo. Por isso, é feito o estadiamento, que é a avaliação se a doença está localizada, localmente avançada ou metastática. Para isso, o médico utiliza uma escala de 0 a 4 em algarismos romanos.

Estágio 0

O tumor está apenas localizado nos ductos ou lóbulos da mama e não se espalhou para o tecido de mama ao redor.

Estágio IA

O tumor tem até 2cm. Contudo, não se espalhou para os linfonodos.

Estágio IB

Pode ter tamanho de até 2 cm, mas se espalhou para 1 linfonodo de forma bem pequena.

Estágio IIA

Com até 2 cm, neste estágio o tumor se disseminou para os linfonodos axilares (de uma forma um pouco maior que no anterior). Além disso, pode ser um tumor entre 2 cm e 5 cm, que não se disseminou para os linfonodos axilares.

Estágio IIB

Entre 2 cm e 5 cm, o tumor se disseminou para um a três linfonodos axilares ou o tumor é maior que 5 cm, mas não disseminou para os linfonodos axilares.

Estágio IIIA

O tumor pode ser de qualquer tamanho com até 5 cm e disseminou para quatro a nove linfonodos axilares, mas não para outras partes do corpo ou também pode ser um tumor maior que 5 cm que disseminou para um a três linfonodos axilares.

Estágio IIIB

Com inchaço ou ulceração da mama, o tumor disseminou para a parede torácica. Pode ou não ter disseminado para os linfonodos debaixo do braço, mas não disseminou para outras partes do corpo.

Estágio IIIC

O tumor pode ter qualquer tamanho, mas disseminou para 10 ou mais linfonodos debaixo do braço ou outro aglomerado de linfonodos. Contudo, o câncer não disseminou para partes distantes do corpo.

Estágio IV (metastático)

O tumor pode ter qualquer tamanho, mas a característica distintiva é que ele disseminou para outros órgãos (ossos, pulmões, cérebro ou fígado).

Tratamento

O tratamento é individualizado de acordo com as características do paciente e do tipo, tamanho e extensão do tumor.

O tratamento pode focar em:

  • Retirar o câncer
  • Reduzir o crescimento do tumor
  • Reduzir o risco de disseminação do câncer para outras partes do corpo
  • Encolher o tumor para melhorar a operabilidade
  • Aliviar os sintomas
  • Melhorar efeitos colaterais

Já o plano de tratamento pode incluir:

  • Cirurgia
  • Radioterapia
  • Quimioterapia
  • Terapia Hormonal
  • Terapia direcionada
  • Cuidado paliativo

“O tratamento é fundamentalmente cirúrgico, com intuito curativo. Mas pode ser complementado com radioterapia, quimioterapia, hormonioterapia alvo e também imunoterapia”, explica Wesley. “Esses tratamentos são chamados de adjuvantes, ou seja, complementares a cirurgia para aumentar as chances de cura.”

Existe cura do câncer de mama?

Sim! O câncer de mama pode ser curado. Quanto mais cedo o diagnóstico, melhor. Se ele tiver menos de 1 centímetro, há mais de 95% de chance de cura. De acordo com estudo do A.C.Camargo Cancer Center, caso o câncer esteja no estágio II e III, respectivamente, as chances de cura são de quase 93% e 76%.

Cirurgia

Geralmente, a cirurgia é um dos primeiros tratamentos a serem realizados em quem tem câncer de mama. Ela pode ser realizada de forma parcial ou total, retirando além do tumor a mama, também. Vamos entender melhor esses procedimentos.

Ressecção segmentar ou quadrantectomia

Este tipo de cirurgia remove o tumor, mas também uma pequena margem livre de câncer ao redor dele.

Mastectomia

Já neste tipo de cirurgia é removida toda a mama, podendo incluir a aréola e o mamilo. Além disso, pode ser feita ou não a cirurgia reparadora, com a colocação de prótese de silicone.

O mastologista explica que a cirurgia de quadrantectomia é, hoje, o melhor tratamento para as mulheres com câncer de mama. “Ambas as cirurgias têm equivalência em relação às taxas de cura, mas a quadrantectomia quando comparada com a mastectomia tem muito menos efeitos colaterais e maior grau de satisfação das pacientes.”

Cirurgia da axila

A cirurgia também avalia a região da axila, em especial, os linfonodos (gânglios) próximos. Isso ajuda a detectar células tumorais, que poderiam se espalhar pelo corpo.

Pesquisa de linfonodo sentinela (LNS)

Um tipo de exame realizado durante a cirurgia é para identificar linfonodos sentinelas. O médico patologista injeta um corante ou um marcador radioativo na área. O líquido leva até os linfonodos sentinelas. Se houver mudança de cor ou desprendimento de radiação é possível identificá-los.

Além disso, com a confirmação da presença de câncer, o médico pode solicitar a retirada dos linfonodos na axila para reduzir o risco de disseminação do câncer.

Radioterapia

A radioterapia utiliza radiações ionizantes, que destroem ou inibem o crescimento de células que formam os tumores. Além disso, a radioterapia ajuda a controlar sangramentos e dores, além de reduzir o tamanho de tumores que estejam comprimindo outros órgãos.
No contexto de câncer de mama, a radioterapia é frequentemente utilizada após uma quadrantectomia para ajudar a diminuir o risco de reaparecimento da doença. Além disso, atualmente, as taxas de recidiva são inferiores a 5% nos 10 anos seguintes ao tratamento.

Leia mais: Afinal, o que é radioterapia?

Quimioterapia

Basicamente, a quimioterapia utiliza medicamentos para combater o câncer. De acordo com o Inca, esses medicamentos se misturam com o sangue e vão destruindo as células que formam o tumor. Além disso, ajuda a evitar que o câncer se espalhe.

Hormonioterapia

Nos casos em que os tumores de mama crescem estimulados por hormônios femininos, a terapia hormonal, que bloqueia a produção ou ação desses hormônios, é indicada no tratamento. Isso ajuda a evitar a recorrência do tumor, mas também aumenta as chances de sucesso do tratamento.

Imunoterapia

De acordo com o oncologista, este tipo de tratamento funciona através do hiper estímulo do sistema imunológico para identificar as células cancerígenas e agir. Enquanto a imunoterapia age estimulando as células de defesa, a quimioterapia age diretamente matando as células. “Em alguns casos de câncer de mama utilizamos a imunoterapia, principalmente, em tumores do subtipo triplo negativo”, explica Wesley.

Terapia direcionada

Neste tipo de tratamento, o médico patologista identifica os genes específicos ou proteínas presentes no câncer e, assim, ajuda a equipe a identificar o tratamento medicamentoso ideal para aquele tipo de tumor.

Reconstrução da mama

A cirurgia de reconstrução de mama é garantida pela Lei 9.797 de 1999 a toda mulher que, em virtude do câncer, teve a mama retirada ou sofreu algum procedimento. Contudo, em 2013, a lei 12.802, dispõe sobre o momento da reconstrução mamária. Se houver possibilidade, a reconstrução deve ser feita no mesmo dia da cirurgia de mama.

Câncer de mama recidivado

O câncer de mama pode voltar no mesmo local ou em outras partes do corpo, como ossos, pulmões, fígado e cérebro. Isso porque células tumorais podem permanecer no corpo após o tratamento. Caso retorne, o tratamento incluirá um novo ciclo de exames e, também, uma biópsia para identificar se o câncer mudou ou mantém as mesmas características do anterior.

Convivendo com o câncer de mama

Nas redes sociais, diversos perfis abordam o dia a dia de quem convive com o câncer de mama. Além de compartilhar sentimentos envolvidos na jornada de tratamento, as influenciadoras também promovem conscientização e uma rede de suporte que ajuda muito pacientes e familiares.

A jornalista Ana Michelle Soares, que convive com câncer metastático desde 2011, compartilha sua rotina como protagonista do próprio tratamento, além de desmistificar o conceito de cuidados paliativos no perfil Paliativas. Autora dos livros “Enquanto eu respirar” e “Vida Inteira”, AnaMi, como gosta de ser chamada, fala que sua história não é sobre o câncer, é sobre viver e como o contato com a doença transformou o seu olhar sobre a vida.

Já Linda Rojas, diagnosticada com câncer de mama aos 24 anos com uma recidiva após cinco anos, hoje está em remissão e compartilha sua jornada no perfil Uma Linda Janela. Além disso, ela, que foi mãe há pouco tempo, compartilha com leveza e pé no chão as suas dificuldades e alegrias ao longo da jornada com o câncer de mama.

Micropigmentação de aréola

Uma forma de contribuir para o resgate da autoestima em mulheres que tiveram câncer de mama é a micropigmentação de aréola. O procedimento tem a intenção de redesenhar a aréola de pacientes que foram submetidas à mastectomia e segue os mesmos métodos das tatuagens. Diversos projetos e estúdios de tatuagem oferecem o serviço gratuitamente para pacientes de câncer de mama.

Em Salvador, na Bahia, o projeto Todo Dia É Rosa oferece a micropigmentação para pacientes. Já no Rio de Janeiro, o tatuador Beto Tattoo Leblon, que é padrinho do projeto Unidas para Sempre, também oferece tatuagens para reconstrução de aréolas.

Associação de pacientes com câncer de mama

Para dar suporte aos pacientes, há diversas associações de pacientes ao redor do Brasil. Por isso, no site da Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama há uma lista com mais de 70 ONGs associadas.

Essas instituições oferecem atendimentos complementares com psicólogos, fisioterapeutas, nutricionistas, apoio jurídico com advogados, mas também palestras e eventos que reúnem profissionais da saúde, pacientes e familiares. Além disso, também fornecem lenços, doação de cabelos e perucas. Conhecer outros pacientes e participar de eventos sobre o tema ajudam a tornar a jornada mais leve e menos solitária.

Direitos dos pacientes com câncer de mama

Quem tem a doença tem direito a uma série de benefícios assegurados pela lei. De olho nisso, a Associação Brasileira de Portadores de Câncer (AMUCC) criou uma cartilha didática com todas as informações que os pacientes e familiares devem saber.

Fonte: Wesley Pereira Andrade, oncologista, mestre e doutor em Oncologia, além de mastologista e cirurgião oncologista. É titular da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) e médico titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SMCO) e Naira Scartezzini Senna, ginecologista e obstetra.

Referências: Inca e A.C.Camargo Cancer Center

Sobre o autor

Beatriz Libonati
Jornalista e repórter da Vitat. Especialista em diabetes e obesidade.

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