Se a ideia é deixar o bumbum durinho, as coxas definidas e a barriga sarada, o agachamento deve ocupar o topo da sua lista de exercícios!
O movimento nada mais é do que a flexão seguida da extensão dos joelhos e do quadril. Ou seja, como se fosse realizar o movimento de sentar e levantar, partindo de uma posição vertical do corpo.
O agachamento é considerado um dos exercícios mais completos. Isso porque além de exercitar o bumbum, trabalha a barriga, as coxas e as costas, ajudando a emagrecer, perder gordura e celulite e endurecer os músculos.
Leia também: 6 motivos para incluir o agachamento na rotina
Ele tem várias versões e pode ser feito em qualquer lugar. Mas para executá-lo, é preciso ter cuidado para não causar lesões, sobretudo nos joelhos e na coluna.
“O agachamento trabalha quadríceps femural, glúteo médio, glúteo máximo, bíceps femural (posterior da coxa), abdominal e lombar”, explica a personal trainer Mariana Figueiredo, especialista em nutrição esportiva e treinadora da equipe de corrida Tropa de Elite, em São Paulo.
Com pernas fortes e bumbum durinho, você protege a sua lombar e ganha mais equilíbrio ao se movimentar.
Se você acrescentar uma carga na parte superior do corpo, terá quase todo o corpo trabalhado durante o exercício.
“Você pode elevar os braços, segurar uma bola com as mãos, usar barra nos trapézios, peso acima da cabeça, kettlebell, etc”, sugere Tatiane.
Essa alternativa é ótima para quem tem pouco tempo para treinar e quer fazer exercícios que valem por vários outros de uma só vez.
Com o abdômen fortalecido e a coluna estabilizada, você tem mais versatilidade para se movimentar com equilíbrio no dia a dia. “Já as pernas fortes facilitam o sentar e o levantar de uma cadeira ou sofá, por exemplo”, conta a professora Tatiane.
Por isso, o agachamento é indicado tanto para quem quer definir melhor o corpo quanto para quem pretende apenas manter um condicionamento físico ideal para realizar tarefas cotidianas.
“Ao ter coxas e pernas mais fortes, não solicitamos tanto os músculos da zona lombar e da cintura”, explica Tatiane Cupertino. Com os glúteos trabalhados de forma mais intensa e em amplitude total, também ficamos com a bacia alinhada e uma melhor postura da coluna.
O resultado são menos dores nas costas causadas por má posição do corpo durante o dia.
Além de proteger a lombar, o agachamento faz com que você trabalhe o seu equilíbrio, uma vez que você não usa aparelhos de academia que servem de apoio.
“Ao segurar uma barra à sua frente durante o exercício, você também impede que o seu tronco se flexione, ou seja, a coluna não se curva para a frente e as costas ficam sempre eretas”, acrescenta a personal trainer Mariana.
Leia também: Afundo: benefícios, como fazer e cuidados
Mariana Cupertino dá o passo a passo e ensina os cuidados para evitar lesões no joelho ou na coluna:
Ao acrescentar pesos e objetos nos membros superiores, cuidado com a carga usada para não sobrecarregar demais a coluna. Por fim, se o objeto for pesado a ponto de fazer você arredondar as costas, curvando-a para frente, é melhor diminuir a carga.
Leia também: Não consigo fazer agachamento. O que pode ser?
Leia também: Afundo ou passada: qual é melhor para os glúteos?
Se o seu objetivo é garantir hipertrofia, saiba que realizar o mesmo agachamento todos os dias, sem variação, não é uma boa ideia. Segundo especialistas, o músculo deve descansar em torno de 48 horas para poder se desenvolver durante o repouso. Porém, isso só acontece com uma alimentação equilibrada e com períodos de descanso adequados.
Dessa maneira, assim como outros exercícios, é recomendado que os agachamentos sejam feitos até três vezes por semana. Ademais, prefira realizá-los em dias intercalados para que os músculos possam se reconstruir.
O exercício é seguro para a maioria das grávidas. Afinal, o movimento pode ajudar a fortalecer os músculos do assoalho pélvico. Além disso, também melhora a mobilidade do quadril e a circulação sanguínea em todo o corpo — o que ajuda a preparar a gestante para o trabalho de parto.
No entanto, existem contraindicações em alguns casos. Por exemplo, mulheres com placenta prévia, colo do útero curto e com possível gestação de risco devem evitar o movimento. Na dúvida, converse com seu médico sobre restrições.
Depende. Antes de mais nada, é importante saber executar o movimento, com ou sem carga. Fatores como amplitude e forma correta de fazer o agachamento são mais eficazes do que colocar carga e descer de maneira ineficiente.
Portanto, aprenda a recrutar a musculatura das pernas e glúteos primeiro antes de se preocupar com a carga, que é uma consequência natural da evolução.
A princípio, as dores podem estar relacionadas a problemas de saúde como artrite, artrose, tendinite, bursite, fraqueza muscular, entre outros.
Dessa forma, o primeiro passo é buscar avaliação médica para descartar qualquer tipo de problema. “Se você realizar exames e estiver tudo bem, as dores podem ter a ver com o exercício. Às vezes, a pessoa executa o movimento errado, fechando muito a perna ou fazendo um giro de joelho para dentro”, explica Bianca Pichirilli, personal trainer da Vitat.
Logo, para evitar que isso aconteça, ao realizar o agachamento tradicional, o ideal é posicionar o pé na linha dos ombros, um pouco mais aberto. “Não comece com grandes amplitudes e altas cargas. Faça aos poucos e, com o passar do tempo, vá aumentando o peso e a amplitude de movimento”, lembra.
Além disso, é importante fortalecer a musculatura com exercícios isolados. Em vez de fazer só agachamento, você ainda pode optar pela cadeira extensora, leg press horizontal ou 45, e afundo. Esses exercícios fortalecem a musculatura em volta da articulação do joelho e ajudam a prevenir lesões e dor no joelho.