Varíola dos macacos no Brasil: país ocupa 5º lugar com mais casos

17 de agosto, 2022

Após o registro número um da varíola dos macacos no Brasil em junho, o país está com 2.983 casos confirmados, além de um óbito. Entre o público afetado pela monkeypox, 95% corresponde a homens — contudo, a infecção também atinge crianças, mulheres e pessoas imunossuprimidas. Inclusive, esses três perfis pertencem ao grupo de risco da monkeypox por ter mais chances de complicações pela doença.

Apesar da baixa letalidade, a doença está no radar da Organização Mundial da Saúde (OMS), principalmente no Brasil. Em uma coletiva de imprensa nesta quarta (17), a organização está apreensiva com a crise sanitária no país, que ocupa o quinto lugar no ranking de nações com maior número de casos. Diante da situação, a OMS reforçou a urgência de tomar medidas contra a monkeypox, incluindo campanhas para ampliar a conscientização dos riscos à população. “Vários países apresentam tendências que preocupam, e o Brasil é um deles”, falou Rosamund Lewis, uma das representantes da entidade. Afinal, o vírus está se espalhando rapidamente pelo país, sobretudo nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Das nações que mais acumulam ocorrências de infecção, lideram:

  • Estados Unidos: 11,1 mil.
  • Espanha: 5,7 mil.
  • Alemanha: 3,1 mil
  • Reino Unido: 3 mil.
  • Brasil: 2.893.

Veja também: Afinal, a monkeypox tem cura? Esclarecemos estas e outras dúvidas sobre a doença

A varíola dos macacos no Brasil e no mundo será uma nova pandemia?

Recentemente, a Organização Mundial da Saúde (OMS) decretou a varíola dos macacos como situação de emergência global. Ou seja, impôs uma série de recomendações a todos os países de acordo com o número de casos e nível epidemiológico. No caso do Brasil, o Ministério da Saúde está monitorando as pessoas infectadas e as suspeitas. Além disso, reforçou que o país está pronto para enfrentar a enfermidade. Como medidas, as unidades de saúde estão aptas a receber e diagnosticar os possíveis casos, e em breve o governo anunciará a estratégia de imunização contra o vírus. Em nota, o Ministério da Saúde anunciou que está negociando a aquisição de imunizantes contra a varíola humana, que ajuda a evitar a disseminação da zoonose. A princípio, a expectativa é que a primeira remessa de vacinas desembarque no Brasil no início de setembro.

Como se prevenir

A Anvisa reforçou as mesmas medidas de segurança utilizadas para a prevenção do coronavírus: utilizar máscara, manter a higiene das mãos e evitar o contato com pessoas infectadas. Dessa forma, as práticas podem ajudar a frear o avanço de ambas as enfermidades, além de buscar auxílio médico se sentir qualquer sintoma fora do comum.

Relembre os sintomas

O ciclo do vírus dura entre 5 e 21 dias, e normalmente a manifestação começa no 13º dia. Logo depois desse período, os sintomas são febre, falta de ar, dores musculares, fadiga e inchaço nos gânglios. Mas a principal “marca registrada” da doença são lesões na pele em forma de erupções parecidas com as da catapora e sífilis. Em geral, os sintomas desaparecem entre 7 e 14 dias e sem complicações. Todavia, existem dois novos sintomas que os cientistas do Reino Unido descobriram há pouco tempo: dor no ânus e inchaço do pênis. A pesquisa foi divulgada no The BMJ no final de julho, e contou com a participação de 197 pacientes com monkeypox.