Manter uma alimentação saudável durante a gestação é essencial para garantir tanto a saúde integral da mamãe, quanto o correto desenvolvimento do bebê. As vitaminas e os minerais podem ser obtidos por meio de uma dieta equlibrada, mas nessa fase, as demandas nutricionais aumentam bastante. Por isso, a suplementação torna-se essencial na gravidez. Saiba mais sobre o assunto:
Ao longo de toda a vida, as quantidades de calorias, vitaminas, minerais e outros nutrientes que o nosso corpo precisa variam bastante — afinal, uma criança não come a mesma coisa que um adulto ou um idoso, não é mesmo?
Durante a gravidez, não seria diferente. “As necessidades nutricionais mudam a cada trimestre que passa”, explica o médico ginecologista e obstetra Dr Domingos Mantelli. Isso porque a mulher não utiliza a energia consumida apenas para a manutenção do seu corpo, mas também para a formação de um novo ser — o que exige mudanças físicas e metabólicas intensas.
Assim, a futura mamãe tem que garantir um cardápio variado e equilibrado. “Uma alimentação saudável favorece o bom desenvolvimento fetal, a saúde e o bem-estar da mulher, além de prevenir o surgimento de agravos, como diabetes gestacional, hipertensão e ganho de peso excessivo”, explica a enfermeira obstetra Priscila Salvador Baptista Bauer.
Nessa fase, a ingestão de vegetais, frutas, legumes, grãos, proteínas magras e água deve ser muito priorizada. Por outro lado, itens como álcool, carnes e peixes crus, doces, ultraprocessados e outros produtos ricos em conservantes e corantes precisam ser evitados e/ou diminuídos.
Todos esses cuidados garantirão uma boa oferta de vitaminas e minerais para a mãe e o bebê. Contudo, a necessidade de suplementar certos compostos também pode surgir. “Precisamos ressaltar, por exemplo, que é pequeno o número de mulheres que iniciam a gestação com os estoques adequados de ferro”, afirma Priscila Salvador.
Vale lembrar que o uso de suplementos não deve ser feito sem o acompanhamento de um médico ou nutricionista.
Isso porque antes de indicar quais substâncias a mãe deve tomar, o profissional capacitado faz uma avaliação da mesma, levando em conta fatores como idade, peso pré-gestacional, ganho de peso em outras gestações, atividade física praticada, atividade laboral, entre outros. Ele também pode pedir exames físicos e de sangue para calcular as dosagens ideais.
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O principais nutrientes que a grávida geralmente precisa suplementar são:
O ferro é importante pois auxilia no aumento do volume sanguíneo, o que previne a anemia em momentos como o parto, em que a mãe perde muito sangue. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda a suplementação diária desse mineral durante toda a gestação.
Além disso, vale priorizar alimentos ricos em ferro:
Há, também, estratégias que podem ser adotadas para promover a boa absorção do nutriente pelo organismo. Priscila Salvador indica:
O ácido fólico, também chamado de folato, é uma vitamina do complexo B (B9).
“Durante a gestação, o folato é suplementado principalmente no primeiro trimestre por ser associado ao fechamento do tubo neural do feto. Porém, ele também auxilia no crescimento da placenta, no alargamento do útero e no crescimento fetal, entre outras funções. A baixa ingestão de folato na gravidez pode ocasionar anemia megaloblástica, parto prematuro e baixo peso ao nascer”, alerta a enfermeira obstetra Renata Iak.
“É considerado um nutriente fundamental para o perfeito desenvolvimento cerebral do bebê, tanto antes quanto após o nascimento”, afirma Priscila Salvador. Mas é claro que não para por aí: a especialista também diz que o ômega-3 também contribui para a formação da retina e para o desenvolvimento físico da criança.
Além disso, é possível encontrar esse ácido graxo em itens como: sardinha, arenque, salmão, truta, castanhas, semente e óleo de linhaça e semente de chia.
A vitamina D na gravidez ajuda a proteger os sistemas imunológico, ósseo e muscular. Ela aumenta a fertilidade, promove o crescimento da placenta, a boa formação óssea e impede abortos espontâneos.
A deficiência do nutriente durante a gravidez já foi relacionada a complicações como diabetes gestacional, infecção vaginal, pré-eclâmpsia e até chances aumentadas de parto cesárea. Já o bebê pode não alcançar o peso necessário para o parto ou até nascer antes do previsto.
A vitamina é obtida, principalmente, por meio da exposição solar — mas também pode ser suplementada com indicação médica e reforçada com a alimentação.
O zinco é um micronutriente essencial para reprodução, diferenciação celular, crescimento, desenvolvimento, reparação tecidual e até imunidade.
Segundo o site oficial da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), “a deficiência de zinco durante a gravidez está associada a um trabalho de parto prolongado, além de complicações como hemorragia pós-parto, pré-eclâmpsia e até mesmo parto prematuro.”
As principais fontes de zinco são carnes bovinas, peixes, aves, leite, queijos, frutos do mar, cereais de grãos integrais, gérmen de trigo, feijões, nozes, amêndoas, castanhas e semente de abóbora.
Embora o zinco esteja abundantemente difundido nos alimentos, alguns fatores interferem na sua biodisponibilidade. Tabagismo, abuso do álcool e estresse causado por infecção ou trauma podem diminuir a concentração plasmática materna de zinco, reduzindo sua disponibilidade para o feto.
Na prática, ele ajuda:
O cálcio é um mineral essencial para a saúde, especialmente porque garante o fortalecimento de dentes e ossos, prevenindo problemas como osteopenia e osteoporose.
Assim, a ingestão de cálcio na gravidez se torna ainda mais importante. Afinal, ele é responsável por diferentes funções e processos, entre eles a coagulação sanguínea, a regulação dos batimentos cardíacos e o fluxo de nutrientes enviados para o bebê, além de participar diretamente da formação do esqueleto do feto.
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