Quem amamenta pode fazer tatuagem?

Gravidez e maternidade Saúde
16 de Agosto, 2022
Quem amamenta pode fazer tatuagem?

Ao ver o rostinho do pequeno pela primeira vez, não é incomum que mães e pais pensem em eternizar essa nova fase da família com uma tattoo relacionada ao filho. Entre os desenhos mais populares, costumamos ver o carimbo do pezinho do bebê e o nome escolhido para ele, por exemplo. No entanto, mais do que refletir sobre a arte que será perpetuada na pele, lactantes acabam se deparando com a pergunta: quem amamenta pode fazer tatuagem?

De acordo com a pediatra Rosângela Gomes dos Santos, presidente do Departamento de Aleitamento Materno da Sociedade de Pediatria de São Paulo, depende. A especialista orienta que, caso a mãe deseje fazer uma tatuagem, o ideal é esperar pelo menos de nove a 12 meses após o parto. Em suma, nesse período, o bebê não estará mais em aleitamento materno exclusivo. Em outras palavras, a introdução alimentar já terá começado e o leite materno será um complemento para o pequeno.

Leia mais: Amamentação e câncer de mama: afinal, qual é a relação?

“Quem amamenta pode fazer tatuagem?”: os motivos para esperar  

Essa orientação da pediatra se dá pela escassez de evidências científicas sobre ser seguro ou não fazer tatuagem durante o período de aleitamento materno. Por exemplo, ainda não se sabe se os elementos que compõem a tinta da tattoo, como metais pesados, são capazes de chegar ao leite materno.

Além disso, Rosângela explica que há o risco de infecções locais causadas pela reação da pele materna a algum componente da tinta bem como se a lactante não seguir os cuidados prescritos em relação ao procedimento. Inclusive, caso o estabelecimento em que a tatuagem for feita não seguir as medidas de higiene recomendadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a mãe pode contrair doenças como hepatites B e C, HIV, tétano e entre outras.

“Portanto, antes de fazer uma tatuagem, a mãe deve ter em mente que procedimentos deste tipo não são isentos de riscos. É preciso certificar-se de tomar todas as precauções de segurança necessárias para diminuir os riscos potenciais”, enfatiza a pediatra.

Fonte: Dra. Rosângela Gomes dos Santos, pediatra, presidente do Departamento de Aleitamento Materno da Sociedade de Pediatria de São Paulo

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