Vitamina B6 (piridoxina): quem precisa suplementar, quando e cuidados

Alimentação Bem-estar Saúde
08 de Fevereiro, 2024
Vitamina B6 (piridoxina): quem precisa suplementar, quando e cuidados

Estar com os níveis de vitamina em dia é um dos requisitos para uma boa saúde. E um dos nutrientes mais conhecidos do complexo B é a vitamina B6, ou piridoxina, que desempenha um papel essencial em várias funções do corpo, incluindo o metabolismo de proteínas. A principal forma de obtê-la é via alimentação, porém, em alguns casos, a suplementação pode ser fundamental. Confira a seguir como e por quanto tempo tomar vitamina B6. 

Vitamina B6: para que serve?

Amplamente encontrada na alimentação, a piridoxina está relacionada em uma série de reações químicas essenciais para o sistema nervoso central. Por estar relacionada à síntese de hormônios, inclusive aqueles ligados ao humor, como a serotonina, é possível dizer que essa vitamina é capaz de melhorar (ou piorar, quando em falta) o humor. 

Portanto, sua ingestão adequada pode promover a melhora de sintomas da ansiedade, estresse e da depressão. Além de participar ativamente da parte cerebral, a vitamina desempenha importância no metabolismo, na conversão de macronutrientes em energia e na prevenção de doenças, ou seja, no fortalecimento da imunidade.

Afinal, quem deve suplementar vitamina B6?

A nutróloga e diretora da Associação Brasileira de Nutrologia – ABRAN, Marcella Garcez, explica que, de maneira geral, a maioria das pessoas obtém a quantidade necessária de vitamina B6 através de uma dieta equilibrada. No entanto, há situações em que a suplementação pode ser necessária ou recomendada. Veja quais a seguir? 

  • Dietas restritivas como vegetarianos;
  • Anemia; 
  • Epilepsia; 
  • Doenças autoimunes ou genéticas;
  • Grávidas e lactantes;
  • Doença celíaca;
  • Síndrome do intestino irritável;
  • Outros distúrbios de absorção intestinal;
  • Idosos com a absorção de nutrientes comprometida;
  • Doenças renais crônicas;
  • Por fim, deficiências comprovadas de vitamina B6.

Além disso, a especialista explica que alguns medicamentos podem prejudicar a ação da vitamina b6 no organismo, sendo necessário suplementá-la. São eles: anticonvulsivantes, remédios para tuberculose e até alguns anticoncepcionais. 

Onde encontrar vitamina B6 na alimentação? 

Encontrar a piridoxina na alimentação é tarefa fácil, já que o nutriente está disponível em diversos alimentos populares na cozinha brasileira. Os seguintes alimentos são as melhores fontes dessa vitamina:

Quantidade ideal por dia?

As recomendações diárias de ingestão de vitamina B6 podem variar com base em vários fatores, como idade, sexo, estado de saúde e necessidades individuais. As recomendações são frequentemente expressas em microgramas (mcg) de equivalente de piridoxina, a forma ativa da vitamina B6. As diretrizes internacionais, estabelecidas pelo National Institute of Health (NIH) dos Estados Unidos são:

  • Bebês (0-12 meses): 0,1 – 0,3 mg (100 – 300 mcg)
  • Crianças (1-3 anos): 0,5 mg (500 mcg)
  • Crianças (4-8 anos): 0,6 mg (600 mcg)
  • Crianças (9-13 anos): 1,0 mg (1000 mcg)
  • Adolescentes (14-18 anos): 1,3 mg (1300 mcg) para meninos, 1,2 mg (1200 mcg) para meninas
  • Adultos (19-50 anos): 1,3 mg (1300 mcg) para homens, 1,3 mg (1300 mcg) para mulheres
  • Adultos (51 anos ou mais): 1,7 mg (1700 mcg) para homens, 1,5 mg (1500 mcg) para mulheres
  • Mulheres grávidas: 1,9 mg (1900 mcg)
  • Por fim, mulheres lactantes: 2,0 mg (2000 mcg)

Por quanto tempo tomar vitamina B6?

A necessidade e o tempo para o consumo aumentado de vitamina B6, seja na forma de suplementos ou através da dieta, pode variar de pessoa para pessoa e depender de diferentes fatores, como estado de saúde, idade, sexo e necessidades individuais. 

“Não há um tempo determinado para a suplementação da população, em geral. Portanto, é crucial lembrar que a suplementação de qualquer vitamina ou mineral deve ser feita sob a supervisão médica”, diz a médica. 

Dessa forma, vale reforçar que a automedicação ou a suplementação sem orientação adequada pode levar a efeitos adversos, incluindo toxicidade de vitamina B6 em doses excessivas.

Cuidados com a suplementação de vitamina B6 

A vitamina B6 (piridoxina) é geralmente segura quando consumida dentro das recomendações dietéticas adequadas. Porém, a suplementação em doses elevadas pode levar a sérios efeitos adversos. Entre os principais estão a toxicidade, conhecida como neuropatia induzida por B6, com sintomas que podem incluir danos nos nervos periféricos, causando dormência, formigamento e fraqueza nas extremidades. 

Por outro lado, a interação com certos medicamentos pode ser muito perigosa para a saúde. Por isso, o acompanhamento médico é não apenas necessário, como essencial para evitar complicações, riscos e até mesmo outros sintomas indesejados, como erupções cutâneas, coceira ou inchaço. 

Veja também:

Fontes:

– Dra. Marcella Garcez, médica nutróloga, Mestre em Ciências da Saúde pela Escola de Medicina da PUCPR, Diretora da Associação Brasileira de Nutrologia e Docente do Curso Nacional de Nutrologia da ABRAN. 

Manual MSD.

Sobre o autor

Tayna Farias
Jornalista e repórter da Vitat. Especialista em gravidez e maternidade

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