Pirola: variante é menos contagiosa que a Ômicron

Saúde
05 de Setembro, 2023
Pirola: variante é menos contagiosa que a Ômicron

Um novo estudo da Universidade de Pequim, na China, resolveu analisar os riscos que a nova variante do coronavírus, Pirola, poderia trazer para a saúde. Os cientistas, então, descobriram que ela não é tão perigosa quanto se achava: aparentemente possui 60% menos capacidade de infecção.

O vírus BA.2.86 tem como parente mais próximo a Ômicron, embora seja “radicalmente diferente” da mesma, apontaram os especialistas. Os resultados encontrados mostraram que a cepa tem cerca de 30 mutações na proteína Spike – justamente a parte que as vacinas atacam. Isso poderia diminuir a capacidade do corpo de identificar o vírus em um primeiro momento.

Mesmo assim, as vacinas ainda continuam sendo fundamentais para prevenir a Covid-19. De acordo com o biomédico Yunlong Cao, responsável pelo estudo, a capacidade de imunização dos medicamentos foi de dois pontos. Apenas uma redução de oito pontos seria capaz de ameaçar a eficácia da vacinação.

“Eu diria que a variante Pirola vai circular lentamente na população. Ela não será capaz de competir com outras cepas predominantes rapidamente”, tranquilizou o cientista em entrevista à CNN Internacional.

Leia também: Éris: saiba mais sobre a nova variante da Covid-19

Outros estudos com a variante Pirola

Em uma outra análise, cientistas da do Instituto Karolinska, na Suécia, testaram o Pirola em anticorpos de doadores humanos. As amostras foram colhidas no fim de 2022, antes do surgimento da variante XBB, e em agosto de 2023.

Como resultado, descobriu-se que o vírus BA.2.86 não foi desativado pelas amostras mais antigas. Mas as mais recentes apresentaram um resultado melhor.

“No geral, não parece ser uma situação tão extrema quanto foi o surgimento da Ômicron. Embora seja difícil de prever, não acho que os anticorpos correntes sejam impotentes contra a Pirola”, escreveu o virologista Benjamin Murrell, autor principal do estudo, no Twitter.

No entanto, o pesquisador reforça a importância do sequenciamento genético do coronavírus nos laboratórios.

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