Novas sublinhagens da Ômicron são detectadas em SP

Saúde
18 de Novembro, 2022
Novas sublinhagens da Ômicron são detectadas em SP

A Rede de Alerta das Variantes do SARS-CoV-2, coordenada pelo Instituto Butantan, detectou a presença, pela primeira vez no Brasil, de duas novas sublinhagens da cepa Ômicron: a XBB.1 e a CK.2.1.1. O diagnóstico ocorreu entre 16 de outubro e 5 de novembro, nas cidades de São Paulo e Ribeirão Preto.

Leia mais: Variante BQ.1 da Ômicron reúne primeiros casos no Brasil

Afinal, o que se sabe sobre as novas sublinhagens da Ômicron?

De acordo com o Instituto Butantan, a amostra de XBB.1 já está presente em 35 países. Além disso, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), há evidências que indicam um risco maior de reinfecção, comparada a outras sublinhagens da Ômicron. Já a amostra de CK.2.1.1 só foi identificada na Alemanha, Estados Unidos, Dinamarca, Espanha e Áustria.

Para o especialista da Rede de Vigilância Genômica do Instituto Butantan, Alex Ranieri, ainda é cedo para dizer se as novas variantes representam um perigo à população ou são mais resistentes às vacinas.

“Não há dados sobre casos graves ou escape imune [capacidade de escapar dos anticorpos criados pelas infecções anteriores] relatados. É provável que as mutações adicionais tenham acarretado alguma vantagem de transmissão e escape imune em relação a outras sublinhagens de Ômicron, mas isso necessita ser investigado”, explicou.

Orientações sobre nova onda de Covid

Especialistas apontam que, mais do que nunca, é fundamental manter o esquema de imunização contra a Covid-19 em dia e com quatro doses da vacina para a população com mais de 18 anos.

Além disso, deve-se voltar a utilizar máscara em locais fechados, preferir ambientes ao ar livre, evitar aglomerações e, ao apresentar sintomas gripais, fazer um teste. Caso haja um diagnóstico positivo para a Covid-19, é fundamental evitar o contato com outras pessoas por sete dias após o início de sintomas. Dessa forma, o prazo de isolamento deve ser de dez dias em casos de febre e sintomas respiratórios.

Fonte: Agência Brasil.

Sobre o autor

Fernanda Lima
Jornalista e Subeditora da Vitat. Especialista em saúde

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