Olho de peixe: o que é, sintomas e como tratar

16 de maio, 2022

Você provavelmente conhece alguém que já passou pela experiência desconfortável de contrair o olho de peixe, nome popular de uma condição causada pelo vírus HPV, mais especificamente os subtipos 1, 4 e 63. Mas afinal, o que são essas verrugas e como tratá-las? Entenda sobre o assunto.

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O que é olho de peixe?

As verrugas plantares são decorrentes da infecção viral pelo HPV na planta do pé ou da mão. Na realidade, é uma verruga assim como qualquer outra, mas o que é característico do olho de peixe é o seu formato e aparência, apresentando um ponto preto em seu corpo – chamado de nó hemorrágico. 

Sintomas e tratamento

De acordo com o Dr. Renato Pazzini, dermatologista pela USP, as verrugas virais normalmente são indolores. Mas, no caso do olho de peixe, o paciente apresenta dor à pressão, ou seja, dor ao caminhar ou ao se apoiar sobre a verruga.

O tratamento pode ser feito de algumas maneiras. Normalmente, ácidos cáusticos, crioterapia com nitrogênio ou até mesmo laser para coagulação fazem parte do tratamento recomendado. 

O Dr. Renato também comenta sobre intervenções cirúrgicas: “É comum evitar cirurgias, pois mesmo com um procedimento agressivo, não é possível prometer a cura: basta uma célula integra com o vírus para a lesão retornar”.

Contágio e como evitar o olho de peixe

Essas infecções acontecem pelo contato da pele ou de mucosas com superfícies contaminadas pelo vírus. Esse contato pode ser direto ou indireto em locais como piscinas, ambientes esportivos ou praias, por exemplo – de acordo com a Dra. Giovanna Mori Almeida, médica dermatologista do hospital Albert Sabin (SP).

Segundo rematologista, “dependendo do estado de imunidade do paciente, a verruga pode involuir espontaneamente ou aumentar em número e tamanho”.

Por mais que exista uma vacina para o vírus do HPV, ela é focada nos subtipos que causam lesões genitais, conferindo baixa proteção aos demais tipos de verrugas. Assim, para evitá-las, recomenda-se o uso de meias e calçados em áreas públicas, o que promove uma barreira física entre sua pele e áreas possivelmente contaminadas. 

Fonte: Dr. Renato Pazzini, dermatologista pela USP, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e membro do Corpo Clínico dos hospitais Albert Einstein e Oswaldo Cruz (CRM: 140.883); e Dra. Giovanna Mori Almeida, dermatologista do Hospital Albert Sabin de SP (CRM: 157.235).

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Sobre o autor

Gabriel Saez Domingues
Gabriel Saez Domingues
Estagiário de jornalismo, formando pela Unesp.