Obesidade e gravidez: como o excesso de peso pode prejudicar a gestação?

Gravidez e maternidade Saúde
12 de Agosto, 2022
Obesidade e gravidez: como o excesso de peso pode prejudicar a gestação?

A obesidade é o problema de saúde mais comum em mulheres que estão em idade reprodutiva. A doença apresenta riscos clinicamente significativos para a saúde das mulheres durante a gravidez e após o parto, além de implicações de longo prazo para a saúde que necessitam de reconhecimento e tratamento. Dessa forma, a obesidade na gravidez pode afetar adversamente os resultados fetais, neonatais e infantis, com consequências ao longo da vida das crianças.

Acompanhamento é fundamental

Segundo estudo publicado no New England Journal of Medicine (NEMJ), em julho de 2022, é importante que haja um acompanhamento nutricional, comportamental e cirúrgico nos casos de obesidade materna. O ideal é que isso seja feito antes da gravidez e continuado após o parto. Além disso, os cuidados devem ser mantidos a longo prazo para garantir os melhores resultados para as mães e os bebês e prevenir complicações graves.

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Consequências da obesidade na gravidez

De acordo com a Dra. Andrea Pereira, médica nutróloga do hospital Albert Einstein e cofundadora da ONG Obesidade Brasil, a obesidade pode alterar o eixo cerebral-ovariano das mamães. Como consequência, pode causar redução da fertilidade e até mesmo infertilidade. Além disso, também prejudica a implantação do embrião no útero com aumento da taxa de aborto espontâneo. Já na gravidez associada à obesidade, existem de três a quatro vezes mais probabilidade de haver diabetes gestacional, aumentando o risco do bebê. Existem estudos relacionando obesidade à pressão alta da gravidez, ao parto prematuro e a complicações após o parto, como infecções.

“Todas essas condições pioram à medida que a obesidade é mais grave, por isso, perdas de 5 a 10% do peso antes da gravidez melhoram a fertilidade e reduzem complicações durante a gestação. Além disso, durante a gravidez, deve-se adotar um estilo de vida saudável, incluindo uma alimentação equilibrada e prática de atividade física regular para reduzir riscos”, explica a nutróloga.

Dessa forma, a obesidade é um fator de risco na gravidez, por isso realizar o tratamento da obesidade antes de engravidar é uma das maneiras de prevenir complicações como hipertensão e diabetes gestacional.

“No entanto, é importante deixar claro que a gravidez deve ocorrer após no mínimo 18 meses da cirurgia, evitando a fase de emagrecimento intenso. O acompanhamento também é fundamental, principalmente com relação às vitaminas”, conclui o cirurgião bariátrico Dr. Carlos Schiavon, também cofundador da ONG Obesidade Brasil. Vale reforçar que, antes de se optar pela cirurgia, outros métodos são mais indicados, como a adotação de hábitos saudáveis, bem como a prática de exercícios físicos.

Leia mais: Gestantes bariátricas: quais são os ricos e cuidados?

Fonte: Dra. Andrea Pereira, médica nutróloga do hospital Albert Einstein e cofundadora da ONG Obesidade Brasil.

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