Hipertensão (pressão alta): o que é, sintomas, causas e como conviver
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A hipertensão é uma das doenças crônicas mais comuns no Brasil e a prevalência continua crescendo.
Segundo o Vigitel 2024 (sistema do Ministério da Saúde de Vigilância de Fatores de Risco para Doenças Crônicas), a proporção de adultos das capitais brasileiras com diagnóstico médico de hipertensão passou de 22,6% em 2006 para 29,7% em 2024.
A condição pode começar de forma lenta e pouco perceptível, e aumenta o risco de doenças cardiovasculares graves, como AVC (Acidente Vascular Cerebral) e infarto.
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O que é hipertensão?
A hipertensão, ou pressão alta, é o aumento da força do sangue contra as paredes das artérias.
De acordo com a Diretriz de Hipertensão de 2025 — publicada pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBH) e Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) —, o diagnóstico é feito quando a pressão arterial medida está igual ou superior a 140 por 90 mmHg (14 por 9). Para confirmar o diagnóstico, que deve ser feito por um médico, são necessárias pelo menos duas aferições em ocasiões diferentes.
Valores entre 120-139 por 80-89 mmHg são classificados como pré-hipertensão, faixa que já pede atenção e mudanças no estilo de vida.
Sintomas da hipertensão (pressão alta)
A hipertensão é, na maioria dos casos, assintomática (sem sintomas).
A pessoa pode ter pressão alta por anos sem perceber, e os sintomas só costumam aparecer quando a pressão está muito elevada ou já há complicações:
- dor de cabeça
- dor na nuca,
- tontura
- dor no peito
- zumbido no ouvido
- visão embaçada
- falta de ar
- sangramento nasal
- palpitações
- enjoo
Por isso, a medição regular da pressão é o caminho mais confiável para identificar a doença antes que ela cause danos.
O que causa hipertensão arterial?
A maior parte dos casos é de hipertensão primária — quando não há uma causa secundária identificável, como doença renal, distúrbio hormonal ou efeito de algum medicamento.
Nessa forma mais comum, a doença se desenvolve a partir da combinação de fatores genéticos e do estilo de vida.
Os principais fatores envolvidos são:
- histórico familiar de hipertensão
- sedentarismo
- alimentação rica em sódio e alimentos ultraprocessados
- sobrepeso
- tabagismo
- consumo excessivo de álcool
- estresse
- sono de má qualidade.
Diagnóstico
O diagnóstico é feito apenas por um médico através da medição da pressão arterial, preferencialmente com aparelho automático de braço validado, e confirmado em pelo menos duas ocasiões diferentes.
Quando necessário, o médico pode complementar com:
- MAPA (Monitorização Ambulatorial da Pressão Arterial): aparelho que afere a pressão automaticamente durante 24 horas;
- MRPA (Monitorização Residencial da Pressão Arterial): aferições feitas em casa, em horários definidos, com aparelho próprio.
Tratamento
A hipertensão não tem cura, mas tem controle. Segundo a Diretriz de Hipertensão de 2025, as principais mudanças no estilo de vida são:
- reduzir o sódio para menos de 2 g/dia (5 g de sal, cerca de uma colher de chá)
- aumentar o potássio para ao menos 3,5 g/dia, com frutas, hortaliças e oleaginosas
- adotar a dieta DASH (Dietary Approaches to Stop Hypertension, padrão alimentar voltado ao controle da pressão) ou a dieta do Mediterrâneo, orientada por nutricionista
- praticar pelo menos 150 minutos por semana de atividade física moderada
- interromper o sedentarismo a cada 30 minutos
- limitar o álcool e parar de fumar
- cuidar do sono e do bem-estar emocional
Muitas vezes, o tratamento inclui medicamentos anti-hipertensivos prescritos pelo médico.
O acompanhamento regular é fundamental, pois cada pessoa tem um contexto próprio — histórico, condições associadas e preferências — que pede uma abordagem individualizada.
Referências: