Gripe e diabetes: o que acontece com a glicose na infecção
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Você monitora a glicemia com atenção, segue o plano alimentar e não pula a medicação. Mas quando uma gripe aparece, as taxas podem sair do controle.
Não é coincidência: os níveis de açúcar no sangue sentem os efeitos da infecção causada pela gripe, e quem convive com diabetes precisa estar preparado para esse risco.
A glicemia elevada enfraquece as defesas do organismo
Quando a glicemia está alta, o organismo tem mais dificuldade de combater infecções.
Os glóbulos brancos, responsáveis por detectar e eliminar o vírus, ficam menos eficientes nesse ambiente, segundo as Sociedade Brasileira de Diabetes (SBIm) e Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD).
A infecção, por sua vez, desencadeia uma resposta inflamatória que pode dificultar ainda mais o controle da glicemia, tornando o manejo do diabetes mais desafiador durante a doença.
O risco em números
Pessoas com diabetes estão entre as que têm maior risco de desenvolver formas graves da gripe, serem hospitalizadas e ir a óbito.
Em 2018, 23% dos óbitos por Influenza no Brasil ocorreram em pessoas com diabetes mellitus, de acordo com o Ministério da Saúde.
A gripe pode evoluir para pneumonia e síndrome respiratória aguda grave, complicações que exigem cuidado especial em quem já vive com uma condição crônica.
A vacina faz diferença real
Pessoas com diabetes tipo 2 e vacinadas contra a gripe tiveram 58% menos hospitalizações por gripe, AVC, insuficiência cardíaca e pneumonia.
A SBIm e SBD afirmam que a redução da mortalidade chegou a 33% em pessoas com mais de 65 anos.
Durante uma infecção, atenção ao monitoramento:
- acompanhe a glicemia com mais frequência do que o habitual
- mantenha a hidratação em dia
- não interrompa a medicação sem orientação
- procure apoio se os valores saírem do intervalo esperado
O apoio profissional é indispensável para tirar dúvidas e orientar cada pessoa de forma individualizada. Em caso de dúvidas sobre a vacinação, pergunte ao farmacêutico antes de realizar a vacina.
Referências: