Nova variante ômicron já é responsável pela metade dos casos no Brasil

6 de janeiro, 2022

A nova variante ômicron já é responsável por 58,33% dos casos de Covid-19 registrados no Brasil, segundo levantamento feito pela plataforma “Our World in Data”, que é ligada à Universidade de Oxford e considerada uma referência na publicação de dados sobre a pandemia. Vale lembrar que até o dia 13 de dezembro, a nova variante do coronavírus era responsável por apenas 2,85% das infecções no país.

A cidade de São Paulo, por exemplo, já divulgou dados que corroboram os dados divulgados pela plataforma. De acordo com um levantamento divulgado pela prefeitura da capital, a ômicron já representa 50% de prevalência dos novos casos confirmados da doença na cidade. Além disso, o Hospital Albert Einstein também informou que a variante corresponde a 76% das amostras de testes sequenciados pela instituição nos últimos 30 dias.

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A nova variante Ômicron

Batizada de Ômicron, a cepa B.1.1.529 foi recém-identificada no continente africano e é potencialmente mais contagiosa, além de ter um número alto de mutações. A prevalência de casos com a nova variante é algo que a Organização Mundial da Saúde já previa. Por isso, a cepa foi classificada como uma “Variante de Preocupação”, figurando ao lado das outras variantes já existentes – delta, gamma, alpha e beta – que representam maior risco à saúde pública.

Os sintomas da cepa

Os sintomas são semelhantes aos das outras cepas do coronavírus. Por isso, são facilmente confundidos com os da gripe influenza e de resfriados. Dessa forma, pacientes diagnosticados com a nova variante relatam congestão nasal, fadiga, espirros, suor noturno, cansaço extremo, dores pelo corpo, dor de cabeça e garganta e não relataram perda de olfato ou paladar. A maioria tem quadros leves e são tratados em casa. 

Além disso, pesquisadoras da Discovery Health, na África do Sul, sugerem dados que diferenciam a ômicron de uma gripe comum. Segundo eles, a nova variante do coronavírus apresenta, antes mesmo dos sintomas comuns de espirros e secreção nasal, uma inflamação na garganta, que deixa a pessoa rouca. No entanto, o sintoma não é acompanhado de dor, como ocorre nas infecções da variante delta ou até na gripe comum. Dores na região lombar também foram mencionadas pelos contagiados, sendo que os dois sintomas não foram identificados em outras variantes.

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Como se prevenir da nova variante Ômicron

Ao notar o surgimento dos sintomas mencionados acima, deve-se fazer um teste de covid e adotar o isolamento. Se possível, é aconselhável comparar o resultado do teste rápido com um PCR, pois autoridades americanas já constaram que testes rápidos podem indicar falso negativo no caso  da Ômicron.

Por fim, a principal forma de prevenir a infecção pela variante Ômicron é se vacinando na periodicidade indicada por cada fabricante. A boa notícia é que algumas vacinas contra Covid-19, como a Pfizer e AstraZeneca, já confirmaram serem capazes de neutralizar as variantes de preocupação. Os médicos também pedem que a população tome a dose de reforço, considerada essencial para combater os efeitos da Ômicron, mesmo que sejam menos agressivos.

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Sobre o autor

Fernanda Lima
Fernanda Lima
Jornalista e Subeditora da Vitat. Especialista em saúde