Anvisa aprova uso emergencial do medicamento Paxlovid contra a Covid-19

30 de março, 2022

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) aprovou nesta quarta-feira (30) o uso emergencial do medicamento Paxlovid para Covid-19. O medicamento é composto por comprimidos de nirmatrelvir e ritonavir embalados e administrados juntos. A indicação de uso é voltada para o tratamento da Covid-19 em adultos que não requerem oxigênio suplementar e que apresentam risco aumentado de agravamento da doença.

Em nota, Meiruze Freitas, relatora do processo, afirmou que “todos os processos de medicamentos e vacinas contra a Covid-19 submetidos à Agência foram exaustivamente avaliados por uma equipe multidisciplinar de servidores públicos que empenharam todos os seus esforços para que, no Brasil, fosse dado acesso a diferentes vacinas e tratamentos.”

O medicamento já possui aprovação para uso emergencial nos Estados Unidos, Europa, Canadá, China, Austrália, Japão, Reino Unido e México.

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Afinal, como funciona o medicamento Paxlovid?

O medicamento é indicado para adultos que tenham testado positivo para a Covid-19 e apresentem alto risco de progressão para casos graves, incluindo hospitalização ou morte. Dados iniciais sugerem que Paxlovid é eficaz, inclusive, contra a variante ômicron. Três estudos divulgados pela Pfizer indicam que o medicamento mantém sua atividade antiviral contra variantes do novo coronavírus, incluindo a ômicron.

O medicamento Paxlovid possui dois medicamentos antivirais em conjunto: o nirmatrelvir e o ritonavir. O nirmatrelvir é um novo remédio desenvolvido pela Pfizer-BioNTech, enquanto o ritonavir é uma droga que já era usada no tratamento do HIV/AIDS. Os dois atuam em conjunto bloqueando uma enzima que o vírus precisa para se replicar no corpo. Estudos indicam que a droga reduz em 89% o risco de hospitalização ou morte em adultos vulneráveis.

Limitações de uso

O medicamento é de uso adulto, com venda sob prescrição médica. De acordo com a decisão da Anvisa, o Paxlovid não está autorizado para início de tratamento em pacientes que  requerem hospitalização devido à manifestações graves ou críticas da Covid-19. Também não está autorizado para profilaxia pré ou pós-exposição para prevenção da infecção pelo novo coronavírus.   

A Agência também esclarece que o medicamento não está autorizado para uso por mais de cinco dias. Além disso, não é recomendado por mulheres grávidas, pois ainda não há dados do seu uso. Por isso, recomenda-se que seja evitada a gravidez durante o tratamento com o medicamento e, como medida preventiva, até sete dias após o término do tratamento. Por fim, o medicamento também não é recomendado para pacientes com insuficiência renal grave ou com falha renal.

Sobre o autor

Fernanda Lima
Fernanda Lima
Jornalista e Subeditora da Vitat. Especialista em saúde