Malhar em jejum ajuda a queimar mais gordura?

20 de setembro, 2019

O hábito de malhar em jejum ganhou muitos adeptos com a justificativa de conferir mais disposição, melhora no desempenho físico e silhueta mais sequinha. 

Conhecido por AEJ (aeróbico em jejum), normalmente esse treino deve ser feito pela manhã, pois seria o período mais propício para a perda de gordura, caso você vá se exercitar de “estômago vazio”.

A explicação é que após a noite de sono, o corpo desperta com o estoque de glicogênio baixo, que força o organismo a utilizar gordura como fonte de combustível. 

Esse processo é chamado catabolismo e pode ser responsável por queimar até 20% a mais de gordura ao malhar em jejum.

O método ficou mais popular após a explosão do jejum intermitente. Mesmo sendo chamado de dieta, esse estilo de jejum é, na verdade, uma estratégia nutricional caracterizada por períodos alternados de jejum e alimentação regular, a fim de melhorar a composição corporal e saúde geral.

Os métodos de jejum intermitente mais seguidos: 

  • Método 16/8: é composto por 2 refeições diárias com um intervalo de 8 horas (por exemplo, uma refeição às 12 h e a outra às 20h, totalizando 16 horas em jejum;
  • Jejum completo: jejum durante 24 horas, uma ou duas vezes por semana;
  • 5:2: dois dias não consecutivos da semana, os indivíduos só consomem 500-600 calorias e nos outros 5 dias, alimentação normal.

Pontos positivos de malhar em jejum

  • Com o tempo, o corpo se acostuma com essa ausência de energia e pode ganhar mais rendimento em atividades de alta intensidade, como o HIIT, e mais resistência contra possíveis desconfortos por malhar em jejum (tontura e enjoo, por exemplo);
  • Treinar em jejum auxilia no aumento da sensibilidade à insulina, agindo na prevenção do Diabetes tipo 2 e dando maior suporte ao emagrecimento;
  • Aprimoramento dos mecanismos para utilização da gordura como fonte energética durante a prática.

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Pontos negativos de malhar em jejum

  • Embora seja eficaz na perda de gordura, o aeróbio em jejum pode queimar massa muscular. Por isso, consulte um nutricionista e um profissional de educação física para equilibrar essa balança: o que comer após a atividade, além de um treinamento periodizado para evitar que isso aconteça.
  • Pode causar mal estar para quem não está acostumado com o hábito, levando a episódios de hipoglicemia. Os sintomas são tontura, enjoo, desmaio e queda da pressão arterial. Por isso, modere a intensidade e a duração do seu treino enquanto não estiver habituado. 
  • Se não houver alimentação equilibrada no decorrer do dia, aumentam as probabilidades de compulsão após o treino, o que pode ser uma cilada para quem busca afinar a silhueta.

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Jejum Intermitente e Hipertrofia Muscular – Dicas e Cuidados


Evite malhar em jejum todos os dias

Reserve esse hábito para os dias de treino aeróbico, como corrida, ciclismo, treino em escadas, no elíptico e outras atividades que aumentam a frequência cardíaca. Esse tipo de treino prioriza mais a gordura como fonte de energia, então converse com seu professor para esclarecer todas as dúvidas. 

Aposte em uma rotina saudável

Alimentação e hidratação adequadas, descanso e treinamento personalizado são a chave para resultados na balança.

Outra forma de utilizar a gordura como fonte de energia

Fazer o café da manhã, treinar musculação e só depois partir para o aeróbico. O corpo utilizará primeiro o glicogênio no treino de força e queimará gordura no momento apropriado, que é na sessão de cardio. 

Nunca siga uma dieta ou estratégia de alimentação por conta

Mesmo que um conhecido tenha obtido bons resultados, não significa que pode acontecer o mesmo com você. Buscar apoio profissional é sempre a melhor atitude em prol de sua saúde e conquistas pessoais. 

Fonte: Milena Lopes, nutricionista da Clínica NutriCilla. Pós-graduada em nutrição clínica pelo GANEP.

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