Borderline: O que é, quais são os sintomas e tratamentos

26 de novembro, 2019

O Transtorno de Personalidade Borderline, ou síndrome de borderline, trata-se de uma doença mental que envolve as áreas da psiquiatria e psicologia. No entanto, é muitas vezes difícil de diagnosticar. 

Pessoas com esse tipo de transtorno alternam suas atitudes de forma impulsiva, sendo agressivas e até mesmo cometendo suicídio. Segundo estudos, 75% das pessoas que sofrem dessa doença são do sexo feminino.

Por conta das alterações de humor, o Transtorno de Personalidade Borderline muitas vezes é confundido com transtorno bipolar. “Porém, em borderline, o humor e o comportamento mudam rapidamente em resposta a estressores, especialmente os interpessoais. Já no transtorno bipolar, o humor é mais sustentado e menos reativo”  explica a psicóloga e escritora Rosangela Sampaio, de São Paulo.

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Quais são as causas?

De acordo com a especialista, as crises podem se manifestar durante o longo da vida, sobretudo na infância, podendo ser causado por fatores biológicos ou ambientais. Os fatores biológicos são temperamento emocional intenso e instável, e os ambientais se manifestam em um ambiente familiar, como mortes, separações, brigas e abuso sexual, por exemplo. Assim, as crises são mais comuns na fase da juventude e adolescência, com tendência a diminuir na fase adulta.

Quais são os sintomas do transtorno de borderline? 

A psicóloga explica que o transtorno pode aparecer por cinco ou mais dos seguintes fatores: 

  • Esforços desesperados para evitar abandono real ou imaginado;
  • Padrão de relacionamento interpessoais instáveis e intensos, caracterizado pela alternância entre extremos de idealização e desvalorização;
  • Perturbação da identidade: instabilidade acentuada e persistente da autoimagem ou da percepção de si mesmo;
  • Impulsividade em pelo menos duas áreas potencialmente autodestrutivas (gastos, sexo, abuso de substâncias, direção irresponsável, compulsão alimentar etc.);
  • Recorrência de comportamento, gestos ou ameaças suicidas ou de comportamento automutilante;
  • Instabilidade afetiva devido a uma acentuada reatividade de humor (disforia episódica, irritabilidade ou ansiedade intensa com duração geralmente de poucas horas e apenas raramente de mais alguns dias);
  • Sentimentos crônicos de vazio;
  • Raiva intensa e inapropriada ou dificuldade em controlá-la (mostras frequentes de irritação constante, brigas físicas recorrentes);
  • Ideação paranoide transitória associada ao estresse ou sintomas dissociativos intensos.

Existe tratamento?

Somente um psicólogo, psiquiatra ou outro profissional de áreas correlatas é capaz de realizar o diagnóstico correto.

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Portanto, o principal tratamento para o TPB é a psicoterapia. “O paciente é convidado a refletir sobre suas emoções, como gerar mais emoções positivas, substituindo pensamentos, sentimentos e comportamentos negativos por aqueles mais saudáveis. Assim, o tratamento busca gerar engajamento, realizações positivas, sentido de vida e relacionamentos positivos. Integramos os sintomas com as forças pessoais, os riscos com os recursos, os pontos a melhorar com os valores e os pesares com as esperanças, tendo como objetivo compreender as complexidades a experiência humana de forma equilibrada.” conclui a psicóloga. 

Como lidar com pessoas que sofrem de borderline?

Para aqueles que conhecem ou convivem com pessoas que sofrem de TPB, aqui vão algumas dicas da psicóloga:

  • Seja empático;
  • Incentive a buscar ajuda;
  • Apoie no processo, ouça ativamente e participe;
  • Incentive a participação em atividades que colaborem para socialização e autoestima
  • Reconheça as pequenas mudanças.

Fonte: Rosangela Sampaio, psicóloga, atua com mentorias específicas para o público feminino no projeto “Mulheres em Flow”, além de também ser coach de carreira.

Sobre o autor

Julia Moraes
Julia Moraes
Jornalista e repórter da Vitat. Especialista em fitness, saúde mental e emocional.