Insuficiência renal: causas, sintomas e como tratar

18 de janeiro, 2022

Sintomas como sonolência, mal estar, náusea, vômitos, inchaço no corpo e perda de massa muscular, por exemplo, são sinais de insuficiência renal. A doença, também chamada de doença renal crônica (DRC), é a condição na qual os rins perdem a capacidade de efetuar suas funções básicas, que é filtrar resíduos, sais e líquidos do sangue.

Além de eliminar resíduos e líquidos do organismo, os rins executam outras funções importantes, tais como regular a água do organismo e outros elementos químicos do sangue, como o sódio, o potássio, o fósforo e o cálcio; eliminar medicamentos e toxinas introduzidos no organismo; e liberar hormônios no sangue que regulam a pressão sanguínea, fabricam células vermelhas e fortalecem os ossos. Confira agora as causas de insuficiência real, sintomas, tratamento e como se previnir da doença.  

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Causas e fatores de risco 

É difícil determinar a verdadeira incidência e prevalência da insuficiência renal, já que pacientes no estágio inicial da doença costumam ser assintomáticos. Em graus variados, as causas geralmente são resultantes do acúmulo de toxinas (chamadas toxinas urêmicas), da redução da produção de hormônio que regula a anemia e a saúde óssea, e também do desbalanço do controle dos sais minerais e da acidez do sangue e do volume de água corporal total. 

Tendo em vista que alguns fatores guardam relação com alto risco para o desenvolvimento de insuficiência renal, surgem recomendações das sociedades para rastreio em alguns grupos, como idosos, hipertensos, pessoas com diabetes, pessoas com infecção urinária de repetição, pacientes com histórico familiar positivo, dentre outros.

Também são incluídos no grupo de risco os pacientes tabagistas, com obesidade, nascidos de baixo peso, além de usuários de medicações nefrotóxicas, como anti-inflamatórios, por exemplo. A importância desse rastreamento se estende à melhor investigação e condução de alguns desses fatores, que são modificáveis. 

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Principais sintomas da insuficiência renal

A insuficiência renal pode ser aguda, quando ocorre súbita e rápida perda da função renal, ou crônica, quando esta perda é lenta, progressiva e irreversível.

Na maioria dos casos, pessoas com insuficiência renal podem não apresentar sintomas, principalmente se estiver no estágio inicial da doença. Por outro lado, no estágio avançado, os sintomas podem se misturar e confundir com outros relacionados à gravidade e à evolução de doenças associadas e, algumas vezes, à própria idade avançada. Confira os principais sintomas:

  • Cansaço; 
  • Sonolência;
  • Mal estar;
  • Náusea;
  • Vômito;
  • Intolerância à carnes;
  • Inchaço no corpo;
  • Perda de massa muscular;
  • Dor óssea;
  • Redução do volume de urina.

Complicações da insuficiência renal

A falta de diagnóstico e tratamento da insuficiência renal pode resultar em complicações de graus variados. Por isso, é frequente o desenvolvimento de anemia e astenia, por exemplo. Do mesmo modo, quando ocorre redução da diurese, pode haver falta de ar e aumento da pressão arterial por retenção líquida. 

Já em casos mais avançados, é possível observar fraqueza e arritmias, causadas pela elevação de sais minerais (como potássio e cálcio), bem como alteração de estado mental, incluindo sonolência e até coma por aumento de toxinas urêmicas.

Tratamento da insuficiência renal 

Quem tem insuficiência renal deve fazer um tratamento multidisciplinar. Isso significa que pessoas diagnosticadas com a doença precisam fazer o acompanhamento do nefrologista em conjunto com o cardiologista, endocrinologista, urologista, geriatra, reumatologista, psicólogo, dentre outras especialidades. 

O objetivo é sempre retardar a progressão da doença por meio de tratamentos como a imunossupressão, assegurando qualidade de vida do paciente. Além disso, mudança de hábitos também são consideradas no tratamento da insuficiência renal. Dessa forma, o ideal é evitar o sedentarismo, reduzir a ingestão de sal, tratar a obesidade, o diabetes, o colesterol e a pressão arterial elevados, parar de fumar, evitar abuso de medicações nefrotóxicas (como os anti-inflamatórios) e avaliar introdução de medicações específicos para essa condição. 

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Já nas fases mais avançadas da doença, o ajuste da dieta passa a ser fundamental, principalmente para correção dos níveis elevados de potássio (um sal mineral que pode desencadear arritmias), cálcio e fósforo (associados à calcificação vascular e doença mineral óssea) e ajuste de ingestão calórico-proteica adequada.

Outros tratamentos incluem a diálise, realizada para substituir algumas das funções dos rins, ou seja, retirar as toxinas e o excesso de água e sais minerais do organismo. O transplante também pode ser considerado. Nesse caso, por meio de uma cirurgia, o paciente recebe um rim de um doador. Dessa forma, o paciente tem que fazer uso de medicações que inibem a reação do organismo contra organismos estranhos, evitando assim a rejeição do “novo rim”.

Como prevenir?

Como alguns fatores que interferem na função renal não são modificáveis (como idade e herança genética, por exemplo) e a maioria das pessoas são assintomáticos, a principal estratégia para prevenção da doença renal crônica está na conscientização e na mudança de hábitos. Por isso, deve-se manter um estilo de vida saudável, além de realizar exames de rotina, como o check up médico.

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Fonte: Dr. Henrique Lima Enami – CREMESP 150730

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