Hidronefrose: inchaço nos rins é bastante comum em crianças

Gravidez e maternidade Saúde
29 de Junho, 2022
Hidronefrose: inchaço nos rins é bastante comum em crianças

Os rins são órgãos muito sensíveis, o que os torna mais suscetíveis a doenças e complicações variadas, como a hidronefrose. Mais comum em crianças, a condição é congênita. Ou seja, a pessoa nasce com a enfermidade. Mas a boa notícia é que a maioria dos casos não é grave, porém exige acompanhamento. Saiba mais a seguir.

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O que é e quais são os sintomas da hidronefrose? 

“Podemos definir a hidronefrose como um inchaço nos rins. Isso ocorre devido ao bloqueio ou obstrução do canal renal, que resulta no acúmulo de urina”, explica Pedro Cavalcante, médico de família especializado em pediatria pelo Instituto da Criança da USP.

Apesar de ser mais comum entre crianças, adultos também podem sentir os os desconfortos da condição, tais como:

  • Dores abdominais recorrentes.
  • Infecções de urina, com dor e ardência ao urinar.
  • Pouca quantidade de xixi durante a micção.
  • Febre baixa e sangramento urinário. 

Causas da hidronefrose 

Quando a hidronefrose é congênita, o crescimento do bebê associado à posição pode pressionar as vias urinárias e causar a hidronefrose. Como resultado, pode haver malformação no canal urinário ou dilatação da via entre rins e bexiga, que levam ao acúmulo de urina e, consequentemente, ao inchaço de um ou ambos os rins. Por sua vez, em casos de hidronefrose adquirida, os agentes responsáveis variam, e podem ser cálculos renais, tumores nas vias urinárias e, em homens, o inchaço da próstata.

Diagnóstico

Ainda na gestação, é possível descobrir a hidronefrose por meio do ultrassom no pré-natal. Já para adultos ou crianças nascidas, é necessária uma bateria de exames. Por exemplo:

  • Hemograma completo e tomografia computadorizada.
  • Exame de urina e teste de função renal.
  • Raio-X e ultrassom.

Principais tratamentos

Variam de acordo com a causa e o tipo, se é congênito ou adquirido. No caso do primeiro, as dilatações renais leves ou moderadas podem sanar espontaneamente. “No entanto, em casos graves, se a dilatação aumentar, a conduta deve ser cirúrgica”, sugere Cavalcante. Quando a condição afeta os adultos e aumentam o quadro de causas, como cálculos renais, próstata aumentada, infecção urinária, entre outros, os cuidados envolvem medicamentos e cirurgia. Por exemplo, retirada dos cálculos renais, intervenções para reduzir a próstata e antibióticos para conter a infecção urinária. Logo depois do tratamento, é importante manter o acompanhamento médico e realizar exames periódicos para monitorar o tamanho dos rins e a saúde geral do trato urinário.

O que acontece se a hidronefrose não for tratada?

A falta de tratamento ou diagnóstico pode levar a infecções urinárias de repetição e, em situações mais graves, a insuficiência renal.

Afinal, dá para prevenir a hidronefrose?

A princípio, não existem formas de prevenção. Sobretudo se a condição for congênita, cujo diagnóstico costuma ser precoce. As chances de recidiva, isto é, de retorno da condição pela mesma causa, segundo Cavalcante, são mínimas. 

Especialidades que diagnosticam e tratam a hidronefrose

Médicos nefrologistas, pediatras, nefropediatras e urologistas podem auxiliar na identificação e no tratamento da condição.

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