H3N2: vacina contra nova cepa da gripe será distribuída em março

6 de janeiro, 2022

Boa notícia: as vacinas contra a nova cepa da influenza, denominada H3N2, deverão chegar ao país em março. A informação foi dada pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. “Ainda não temos essas vacinas específicas. Elas só chegam no final do primeiro trimestre. A OMS [Organização Mundial da Saúde] indica a cepa, e a vacina tem que ser produzida”, afirmou.

Ainda de acordo com o ministro, sua equipe está acompanhando os casos para avaliar o impacto. O mesmo vale para casos de flurona, nome dado à infecção simultânea pelo novo coronavírus e pela cepa H3N2.

Além disso, o secretário executivo do Ministério da Saúde, Rodrigo Cruz, destacou a circulação da variante e confirmou o registro de casos de H3N2 em diversos estados. “Por isso, recomendamos que todos os cuidados relacionados à saúde sejam priorizados. O uso de máscaras e a higienização das mãos ainda são sumariamente importantes”, afirmou.

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Variante Darwin

Atualmente, a gripe H3N2, também conhecida como vírus do tipo A, é uma das principais responsáveis por gripes e resfriados. Com característica sazonal, o vírus costuma circular durante o ano todo, nas diversas regiões do mundo, principalmente no outono e inverno.

No entanto, uma nova mutação do vírus, chamada de Darwin, tem sido a responsável pelo aumento do número de casos no Brasil. Apesar da imunização atual para a gripe ter sido projetada para enfrentar a H3N2, ela não protege contra essa nova variante.

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Como ocorre a transmissão

A gripe H3N2 é um vírus respiratório, ou seja, a transmissão ocorre de forma semelhante como acontece com o coronavírus. Dessa forma, é possível pegar a gripe por meio de gotículas expelidas pela tosse, espirro ou fala de pessoas infectadas. Além disso, é ainda mais comum contrair influenza ao tocar em superfícies contaminadas.

Sintomas da gripe H3N2

Os principais sintomas da gripe H3N2 são:

  • Febre alta – acima dos 38º – e súbita
  • Constipação nasal 
  • Dor de garganta
  • Espirros
  • Coriza
  • Dor no corpo
  • Calafrios
  • Tosse
  • Dor nas articulações
  • Dor de cabeça
  • Moleza

Em alguns casos, pode haver vômito e diarreia, sendo essas manifestações pouco frequentes e mais comuns em crianças.

Como prevenir a gripe H3N2

A vacina contra Influenza é a melhor maneira de prevenir a gripe H3N2. Dessa forma, ela é recomendada para todas as pessoas com 6 meses ou mais, inclusive crianças maiores e adolescentes. Além disso, todos os profissionais de saúde também devem receber a vacina anual, pois ela ajuda a reduzir os riscos relacionados à transmissão do vírus.

Outras maneiras de se prevenir da infecção são lavar sempre as mãos e frequentar ambientes ventilados, além de medidas que se assemelham àquelas adotadas para prevenção da covid-19: uso de máscara, álcool em gel e o distanciamento social.

Tratamento

O tratamento mais apropriado inclui boa hidratação, repouso e uso de antiviral específico, sempre prescrito pelo médico. Por fim, é importante que a pessoa beba bastante líquido para eliminar o vírus do organismo. Além disso, remédios como paracetamol e ibuprofeno podem ser usados para aliviar os sintomas.

Pessoas com alto risco de complicações, como crianças abaixo de 5 anos, idosos, gestantes e portadores de asma, diabetes ou doença cardíaca devem consultar um médico para avaliar tratamento com antiviral.

Gripe H3N2 e Covid-19: como diferenciar?

A principal semelhança entre as doenças se dá na transmissão, pois ambas passam pelo ar. Nesse sentido, a gripe H3N2 possui sintomas semelhantes aos da Covid. Por isso, é comum confundir as duas doenças. Para diferenciá-las, é preciso realizar um exame PCR para ter certeza do vírus responsável pela infecção.

Apesar de terem sintomas semelhantes, a gripe tem taxa de letalidade menor, entre 0,1% e 0,2%, enquanto a Covid tem entre 1% e 2%. A diferença também se dá na gravidade dos sinais iniciais da gripe, pois eles são mais fortes do que os apresentados pelas pessoas com Covid que já receberam vacinas.

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Sobre o autor

Fernanda Lima
Fernanda Lima
Subeditora de nutrição, saúde e bem-estar.