Qual a diferença entre doula, parteira e obstetriz?

Logo que a mulher engravida, começa uma contagem regressiva para a chegada do bebê. Ao longo da gestação, as mamães podem organizar os detalhes para o grande dia, incluindo a ajuda profissional que contará no dia do nascimento. Muitas optam por uma doula, parteira ou obstetriz. Confira a diferença entre as profissionais e saiba qual a melhor opção para ajudá-la no grande dia.

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Diferença entre doula, parteira e obstetriz

Atualmente, existem três tipos de profissionais de assistência ao parto: doula, parteira e obstetriz. Confira a diferença entre elas:

Doula

A doula é responsável pelo apoio físico e emocional à parturiente. Dessa forma, ela auxilia a mãe, propondo posições para que ela se sinta mais confortável, além de ajudar no alívio da dor com massagem, técnicas de respiração e banhos quentes (de chuveiro e, quando possível, na banheira). 

A profissional também tem a função de estar atenta para evitar que sejam realizados procedimentos hospitalares que a mãe não queira.

Para desempenhar a função, a doula deve ser maior de 18 anos e ter o ensino médio completo e um curso na área. Existem opções online, mas a formação presencial é recomendada por especialistas. Dessa forma, a doula não pode realizar qualquer tipo de exame, avaliação ou procedimento médico, como fazer exame de toque, aferir pressão arterial ou checar os batimentos cardíacos do feto, por exemplo. 

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Parteira

Considerada a profissão mais antiga do mundo, muitas vezes a parteira é a única alternativa para as mulheres que residem em municípios onde o acesso a hospitais é limitado, como regiões rurais e comunidades ribeirinhas, por exemplo. 

A profissional está apta a realizar exames clínicos durante a gestação, parto e pós-parto. As parteiras também são capacitadas a fazer todo acompanhamento do pré-natal de uma mulher que tenha uma gestação sem intercorrências. Além disso, pode realizar partos normais sem complicações. bem como identificar qualquer tipo de problema que torna necessário uma intervenção médica. No entanto, caso a gestante tenha uma gravidez de risco, deverá ser encaminhada para um médico obstetra.

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Por fim, a parteira tem a importante tarefa de aconselhamento de saúde e educação, não só para a mulher, mas também de toda a família e comunidade. Este trabalho envolve educação pré-natal e de preparação para a maternidade, estendendo-se à saúde da mulher, reprodutiva e cuidados infantis. 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que haja no mínimo uma parteira qualificada para cada 125 nascimentos por ano e declara que sem os esforços governamentais para a capacitação e a valorização desses profissionais, a assistência ao parto continuará sendo medicalizada e a morbimortalidade materno-infantil não sofrerá redução.

Doula, parteira e obstetriz: o papel da obstetriz

Com formação superior em obstetrícia ou medicina com especialização em obstetrícia, a obstetriz acompanha a gestante desde o início da gestação, nas consultas pré-natais. Dessa forma, faz o atendimento durante o parto e após também. Além disso, a profissional oferece assistência integral e humanizada à mulher e ao recém-nascido, sendo capacitada para acompanhar todo o parto normal e fazer as intervenções necessárias.

Especialista em parto normal, é ela quem vai até a casa da grávida para ter certeza de que aquele é o momento de ir para a maternidade, evitando, assim, internações precoces. Além disso, a obstetriz é responsável por avaliar o bem-estar do bebê durante o nascimento, garantindo um parto normal seguro, e por dar suporte físico e emocional em conjunto com a doula.

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Uma pesquisa realizada pela Universidade de Oxford mostra que nenhum país conseguiu reduzir a morbimortalidade materno-infantil sem investir em enfermeiros e obstetras/obstetrizes. Além disso, evidências científicas demonstram que ter este profissional como suporte contínuo na assistência ao parto confere diminui o uso de analgesia, o tempo de trabalho de parto, a probabilidade de ter depressão pós-parto, menor risco de ter Apgar (nota da vitalidade do bebê ao nascimento) baixo no quinto minuto e aumenta a probabilidade de ter parto natural.

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Sobre o autor

Fernanda Lima
Fernanda Lima
Jornalista e Subeditora da Vitat. Especialista em saúde