O estado emocional e psíquico pode influenciar não só a saúde mental, como também a saúde física, causando dores e até mesmo desenvolvendo doenças. Esse processo é conhecido como doenças psicossomáticas.
Também chamada de somatização, a condição psicológica leva a sintomas físicos, muitas vezes sem qualquer explicação médica, podendo afetar quase qualquer parte do corpo. “Pessoas com o transtorno tendem a procurar atendimento médico frequente, ficando frustradas sem nenhum diagnóstico”, explica Rosangela Sampaio, escritora e apresentadora do programa Mulheres Em Flow.
Assim, o transtorno de sintomas somáticos é comum e ocorre em cerca de 5% a 7% da população em geral. De acordo com a especialista, as mulheres têm dor somática cerca de 10 vezes mais do que os homens, mas ainda não se sabe o por quê.
Ela pode ocorrer como resultado do nosso corpo tentando lutar contra o estresse emocional e psicológico. Com isso, aparecem também sintomas físicos, afetando principalmente os sistemas digestivo, nervoso e reprodutivo.
Apesar de muitas vezes estar relacionada a condições psicológicas, as causas da somatização ainda são incertas. Contudo, a genética também pode contribuir para o desenvolvimento do distúrbio.
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O distúrbio psicossomático pode afetar quase qualquer parte do corpo e, na maioria das vezes, as pessoas acabam acreditando que os sintomas são resultantes de alguma doença. Por isso, é importante estar atento aos sinais:
“Além do próprio sintoma somático, o indivíduo com transtorno psicossomático costuma ficar com raiva ou irritado porque acredita que suas necessidades médicas não estão sendo atendidas. Fica deprimido e/ou ansioso, e acha (precisa) que deve visitar os profissionais de saúde com frequência, muitas vezes pulando de um médico para outro, com dificuldades de funcionamento no trabalho, na escola ou socialmente”, ressalta Rosangela.
Apesar de não ter uma causa exata, a psicóloga afirma que estudos descobriram possíveis causas que podem tornar as pessoas mais propensas a ter sintomas somáticos:
Geralmente, quando surgem sintomas específicos as pessoas tendem a buscar ajuda médica e pensar que é algo grave. Dessa forma, um profissional de saúde pode começar a diagnosticar o distúrbio psicossomático com base no histórico de visitas aos profissionais de saúde, exame físico, uma série de resultados negativos em testes e os sintomas. Porém, quando não há qualquer problema somático, o médico deve encaminhar o paciente a um profissional de saúde mental, para uma avaliação psicológica.
O tratamento utilizado irá depender do caso e da abordagem do profissional. Mas, na maioria das vezes a terapia cognitiva comportamental e terapias alternativas (acupuntura, terapia floral, etc) podem ajudar a aliviar os sintomas associados aos transtornos das doenças psicossomáticas.
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O mais importante para evitar a somatização é reduzir e gerenciar o estresse. Sendo assim, veja abaixo as dicas da psicóloga Rosangela Sampaio:
Fonte: Rosangela Sampaio, escritora e apresentadora do programa Mulheres Em Flow.