Doença Renal Crônica (DRC): entenda a importância de cuidar dos rins

4 de julho, 2022

A Doença Renal Crônica (DRC) é uma condição que atinge uma em cada 10 pessoas no mundo¹. E por geralmente ser assintomática e evoluir silenciosamente, o diagnóstico precoce é essencial para evitar as complicações, uma vez que elas afetam a qualidade de vida do paciente.

Para o médico nefrologista Henrique Carrascossi, a população precisa estar cada vez mais consciente sobre a importância de cuidar preventivamente dos rins.​ “Os rins possuem possuem as funções de controlar a eliminação de líquidos e substâncias, e de produzir importantes hormônios para a regulação da pressão arterial e a produção de glóbulos vermelhos. Portanto, é imprescindível que haja uma boa manutenção dos órgãos, que pode ser realizada por meio da boa alimentação, da prática regular de exercícios físicos e do abandono a hábitos nocivos, como o consumo exagerado de álcool e o tabagismo”, diz o especialista.

Atualmente, cerca de 8% da população brasileira sofre com a DRC — o que equivale a 17 milhões de pessoas². Pouco conhecida, a doença está associada ao risco aumentado de problemas cardiovasculares, à necessidade de terapias renais substitutivas (diálise ou transplante) e à morte prematura³. Portanto, entenda mais sobre o assunto:

Afinal, o que é a Doença Renal Crônica?

“A DRC é caracterizada pela diminuição da função dos rins por mais de três meses. Ela é dividida em cinco estágios, de acordo com a gravidade do caso”, explica o nefrologista. O estágio um, por exemplo, indica uma função renal relativamente normal, mas com alguns sinais de lesão precoce. Por outro lado, o estágio cinco é descrito como insuficiência renal⁴. Neste último caso, o paciente precisa de um transplante do órgão ou de diálise (peritoneal ou hemodiálise) para sobreviver⁵.

“A DRC no estágio cinco é quando há menos de 15% de função nos rins”, complementa o especialista. Mesmo assim, a pessoa pode não apresentar sintomas.

Principais causas e diagnóstico da DRC

De acordo com o médico nefrologista, as duas principais causas da Doença Renal Crônica são hipertensão e diabetes, condições que podem afetar os órgãos com o passar do tempo. Contudo, doenças genéticas (como rins policísticos), glomerulonefrite (inflamação dos rins), doenças autoimunes e infecções urinárias de repetição também podem gerar a DRC. “Outro fator de risco é a idade mais avançada”, afirma Henrique Carrascossi.

A boa notícia é que alterações nos órgãos podem ser detectadas por exames laboratoriais simples:

  • Teste de creatinina: exame de sangue que mede a quantidade da substância no organismo;
  • Exame de urina simples.

Além disso, para grupos com hipertensão e diabetes, é recomendada a inclusão dos exames de dosagem de creatinina sérica e de dosagem de albumina na urina — ambos de custo baixo.

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Acompanhamento e manejo da Doença Renal Crônica

Por ser crônica, a condição é irreversível. Desse modo, diagnosticá-la cedo é imprescindível e fará toda a diferença na qualidade de vida do paciente. Isso porque o tratamento varia de acordo com o estágio e a causa.

“O acompanhamento frequente com o nefrologista será necessário em todos os casos. Assim, o profissional irá ajustar os medicamentos e a dieta levando em conta esses fatores”, diz o médico.

Como já explicado anteriormente, o estágio cinco da DRC pede uma terapia renal substitutiva, que pode ser o transplante do órgão ou a diálise — processo artificial para remover os resíduos e excesso de líquidos do corpo, feito três vezes por semana ou, então, todos os dias, dependendo do tipo.

“O que reitera a importância da conscientização, pois um diagnóstico precoce acarreta em uma progressão controlada ou até mesmo retardada na maioria dos casos”, finaliza o especialista.

Se você tem pressão alta ou diabetes, procure um médico e faça uma avaliação da saúde dos seus rins.

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Fontes:

Referências:

BR-18601 – material destinado a todos os públicos – junho/2022