A gravidez tem algumas fases até que o bebê finalmente vá para os braços da mamãe. Pouco antes de chegar na reta final, a gestante começa a sentir a famosa dilatação para o parto. Definitivamente, essa é uma das fases mais importantes, pois auxilia para que o parto normal aconteça de forma saudável. No entanto, a mesma pode ocorrer antes ou depois do rompimento da bolsa, etapa que também é fundamental, podendo ser natural ou induzida.
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Logo depois da 35ª semana, é possível que as mulheres comecem a sentir as contrações de treinamento, chamadas de Braxton Hicks. Em outras palavras, são contrações que ainda não têm a condição de dilatar o colo do útero. A única contração efetiva é aquela que consegue ocasionar a abertura até 10 centímetros. Dessa forma, a Braxton Hicks começa a preparar o corpo da mãe para entrar em trabalho de parto. Na sequência, a partir da 37ª semana de gestação, o bebê deixa de ser considerado prematuro e passa a ter condições clínicas para nascer a qualquer momento.
Dessa forma, a dilatação costuma ocorrer de 12 a 20 horas antes do nascimento. Além da dilatação, a mamãe sentirá contrações cada vez mais efetivas, até finalmente ocorrer o rompimento da bolsa. Ocasionalmente, a bolsa não rompe naturalmente durante o trabalho de parto. Sempre que isso acontecer, a equipe médica romperá a bolsa para que a dilatação ocorra. É nesse momento que a mamãe precisa se preparar para ir ao hospital, pois a equipe médica irá avaliar a dilatação.
A análise geralmente é feita pelo exame de toque, quando o profissional introduz o dedo no canal vaginal para medir o tamanho da dilatação e o estágio do trabalho de parto.
O procedimento costuma ser desconfortável pois, devido a situação em que a mãe se encontra, é natural que ocorram contrações vaginais. Por isso, o partograma é o mais indicado, sendo um registro de hora em hora sobre a evolução, ou não, do trabalho de parto.
Durante toda a gravidez, a mulher passa por alguns exames de toque para verificar as possíveis alterações no colo da gestante. Por ser um exame incômodo e doloroso, o toque deve ser cuidadoso e acontecer somente em casos realmente necessários.
Neste caso, existem gestantes que relataram violência obstétrica no momento do exame. Essa situação pode acontecer quando a mulher é constrangida, humilhada ou até mesmo não tem conhecimento do que está acontecendo. Portanto, o médico precisa, obrigatoriamente, informá-la sobre o procedimento e só iniciar com a sua autorização. Situações que envolvem agressividade ou realização do procedimento de maneira incorreta também são caracterizadas como violência obstétrica.
O posicionamento do bebê pode começar a partir da 37ª semana. Portanto, à medida que o colo do útero se afina, ele se posiciona cada vez mais para baixo. Então, a bolsa se rompe e começa o processo de dilatação do colo, que dará passagem para o bebê.
Na imagem a seguir, confira a escala de dilatação:

Nessa fase, as contrações são bem espaçadas, de curta duração e fraca intensidade. É um dos primeiros sinais de que o bebê está à caminho, porém, este estágio de dilatação pode durar entre 8 e 12 horas em média. Portanto, a mãe pode sentir falta de apetite e mal estar, porém, é importante que se alimente e se hidrate frequentemente.
Esse é o momento em que as dores ficam mais intensas e é possível identificar a regularidade das dores que podem acontecer de 2 em 2 minutos. Assim, o processo de dilatação nessa fase pode durar até 8 horas.
Na última etapa que precede o nascimento, as contrações atingem o seu pico de intensidade e passam a ter curtos espaços de intervalo, cerca de 60 a 90 segundos. Nesse momento, colo do útero atinge seu limite de dilatação, e o bebê pode nascer, no máximo, em até 3 horas.
Para aliviar a dor e se concentrar no momento final do parto, a gestante deve inspirar e expirar profundamente durante a contração. Nesse período, a futura mamãe também pode caminhar e fazer movimentos leves que ajudam a posicionar o bebê para sua saída. A seguir, confira algumas dicas de como acelerar a dilatação.

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Fonte: Dra. Carolina Curci – Atua com Ginecologia, reprodução humana e obstetrícia. Hoje é diretora técnica da Clínica Curci, onde atende gestantes de 18 a 55 anos, mulheres tentantes e que buscam acompanhamento ginecológico.