A dieta paleolítica — ou apenas dieta paleo, como também é chamada — é conhecida por manter um cardápio semelhante a alimentação de nossos ancestrais. A seguir, saiba mais sobre o método e outras dúvidas frequentes.
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O plano alimentar se baseia em comidas originárias da caça e da pesca, além da plantação. Ou seja, não há espaço para processados ou açúcares, apenas alimentos frescos e naturais.
Por exemplo, carnes magras de vaca, de peixe, frango e gorduras animais são bem-vindas, assim como vegetais. Por imitar o estilo de alimentação dos homens das cavernas, que antecede a inserção da agricultura, cereais e leguminosas não entram no cardápio.
Além da perda de peso gradativa, a dieta é aliada da genética, melhora o colesterol no sangue, a memória e a energia do corpo. Então, a saúde evolui de forma geral, os resultados ainda incluem a diminuição da hipertensão e da diabetes.
O lifestyle paleolítico preconiza o consumo de carne à vontade e a restrição de carboidratos. Pois, acredita-se que o organismo foi acostumado assim por milhões de anos. Com o surgimento de dietas contemporâneas apareceram diversas doenças, como problemas no coração, obesidade e outros.
Pães, massas e arroz estão fora da dieta, pois eles elevam os níveis de glicose na corrente sanguínea. Como resultado, ocorre o acúmulo de gordura no tecido adiposo. Sem falar em alimentos industrializados e ultraprocessados, que nem imaginavam existir na era paleolítica.
Evite também outros grãos, como trigo, feijão, soja, aveia e milho. Da mesma forma, qualquer tipo de açúcar, além de leites e derivados, como queijo, requeijão, creme de leite, coalhada e iogurte.
Embora consiga suprir todas as necessidades nutricionais quando feita de forma correta, a falta de variedade pode ser um problema. Afinal, a maioria das pessoas vive uma rotina que depende, vez ou outra, de opções industrializadas e fora da proposta do plano.
Dessa forma, para aqueles que desejam experimentar o formato e levá-lo a sério, precisarão de muito planejamento e disciplina. Principalmente se houver o desafio de reeducar o paladar.
Por fim, ela é impraticável por pessoas vegetarianas ou veganas, já que a proteína animal assume boa parte do cardápio.
A dieta paleo prega o jejum, o indicado é ficar de 16 até 24 horas sem ingerir nenhum alimento. Mas, é preciso respeitar a necessidade do corpo para manter os índices de glicose. Ou seja, jejuar por longos períodos pode causar dor de cabeça, hipoglicemia, perda de massa muscular e até dificuldade de concentração.
A carne era a base da alimentação no período paleolítico. Elas são fontes de proteínas, nutrientes e podem ser consumidas em grandes quantidades. Sendo assim, a ideia é fortalecer a massa muscular e dar mais saciedade ao corpo para controlar o apetite.
A proteína ajuda a recuperar tecidos. Todavia, é preciso tomar cuidado com excessos. Pois, o consumo exagerado pode sobrecarregar os rins, além de prejudicar o cálcio.
O método pede o consumo de vegetais em grandes quantidades, de preferência crus. Já as frutas estão liberadas de 2 a 4 unidades por dia. Contudo, por serem mais calóricas, o ideal é que estejam cruas e com casca para conservar as propriedades e as fibras.
Estes alimentos são a principal fonte de carboidratos da dieta, e são úteis para equilibrar o consumo com as carnes. Por isso, é importante lembrar que alguns itens devem ser consumidos em pequenas quantidades: banana, melão, abacate, batata doce, inhame e batata inglesa.
Nossos ancestrais consumiam bastante gordura, principalmente aquelas vindas dos animais. E elas são realmente importantes para o organismo. As mais importantes são as insaturadas, que trazem o efeito de reduzir o colesterol LDL.
Assim como na idade da pedra, priorize carnes, aves e peixes. As oleaginosas também ajudam com a gordura boa: amendoim, castanhas, nozes, pistache e amêndoas.
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A principal diferença é que na dieta paleo deve-se evitar todo tipo de grãos ricos em carboidratos, como arroz, trigo, milho e aveia, por exemplo. Em contrapartida, na dieta low carb esses grãos ainda podem ser consumidos em pequenas quantidades algumas vezes por semana.
Além disso, a low carb permite o consumo de alimentos processados, desde que não sejam ricos em açúcar, farinhas e outros carboidratos, enquanto na paleo o ideal é reduzir ao máximo o consumo de industrializados.
Se você tem curiosidade em saber como é um plano alimentar na prática, confira as opções que não podem faltar para colher os benefícios da dieta.
Mas, antes de partir para as sugestões, sempre consulte um profissional de nutrição para avaliar a melhor estratégia para seus objetivos.
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