Também conhecida por crudivorismo, dieta crua ou raw, a dieta crudívora é muito popular no continente europeu e, como o próprio nome sugere, consiste no consumo de alimentos crus ou com o mínimo de cozimento, que não ultrapasse 40 graus.
Ela valoriza verduras, frutas, oleaginosas, cereais e sementes germinadas. Exclui, portanto, alimentos industrializados e cozidos; dessa forma, carnes acabam saindo do cardápio da dieta crudívora, e a torna uma variação das dietas vegetariana e vegana.
Mas, atenção: a dieta crudívora precisa ser bem planejada para não ter efeitos contrários.
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Se você gostou da proposta do crudivorismo, é importante procurar um nutricionista para elaborar uma transição saudável. Ao seguir por conta própria, corre-se o risco de sofrer com restrições, o que pode levar à compulsão alimentar, além da deficiência nutricional se não houver a escolha adequada dos alimentos.
É possível seguir uma dieta parcialmente crudívora, incluindo uma ou duas refeições com alimentos crus. Existem diversas receitas saborosas que podem ser preparadas apenas com ingredientes in natura.
Cuide bem da hidratação. Apesar dos alimentos permitidos possuírem boas quantidades de água na composição, em contrapartida possuem fibras, que precisam de líquidos para serem dissolvidas. Isso evita prisão de evita e desidratação.
Capriche nos temperos naturais, como cebolinha, salsinha, gengibre, pimenta, curry e outras ervas para conferir sabor ao cardápio.
Lave bem os alimentos para evitar intoxicação alimentar e escolha os fornecedores seguros para adquirir os ingredientes.
No caso de grãos, como grão-de-bico, feijões e lentilha, deixe-os de molho por, no mínimo, 8h, trocando a água a cada 2h para evitar gases e dificuldades na digestão.
Fonte: Milena Lopes, nutricionista da Clínica NutriCilla. Pós-graduada em nutrição clínica pelo GANEP.