Cortar o açúcar emagrece? Entenda a relação

16 de fevereiro, 2022

O açúcar é um dos primeiros alimentos riscados da lista de quem quer seguir uma alimentação saudável e perder peso. Mas, será que cortar o açúcar emagrece? 

Quando ingerimos açúcar refinado, nosso corpo produz insulina. Esse é um mecanismo normal, fisiológico e necessário para que a glicose entre nas células e se transforme em energia, fundamental para que a gente possa viver. 

Mas, quando ocorre uma superprodução desse hormônio, as células podem se tornar resistentes a ele, o primeiro passo para gerar aumento de peso e até o desenvolvimento de diabetes.

O açúcar é realmente viciante. Você come, sente uma euforia e, de repente, não se sente bem e cai. Depois, procura mais. 

O açúcar e a alimentação 

Reduzir o açúcar na dieta pode ajudar a perder peso, melhorar a saúde e até resultar em uma pele mais radiante.

Uma das maiores preocupações é a quantidade de açúcar adicionado nas dietas atuais, que geralmente está escondido nos alimentos. Embora bolo e sorvete sejam fontes óbvias de açúcar, outros alimentos que nem têm um sabor doce – como pães, pizza e molhos para salada, – podem ser carregados do ingrediente em sua composição. 

Assim, está cada vez mais difícil fugir desse inimigo branquinho e refinado. Um copo de chá ou suco industrializados pode conter o equivalente a uma colher de sopa de açúcar. Isso é praticamente um quinto do que a Organização Mundial de Saúde recomenda como limite de consumo saudável por dia. Nos cálculos da OMS, um adulto deveria ingerir apenas 25 a 50 gramas de açúcar, ou cerca de cinco colheres de sopa. 

“Alimentos processados como bolos e pães costumam ter níveis de açúcar ainda mais altos do que as receitas caseiras tradicionais, e até produtos salgados podem ser adoçados. Assim, na medida em que a alimentação se torna cada vez mais artificial e industrializada, o consumo de açúcar também aumenta”, revela Fabiana Nalon, Mestre e pesquisadora de Doutorado em Nutrição Humana pela Universidade de Brasília (UnB). 

Açúcar das frutas conta?

De acordo com Fabiana Nalon, o maior risco está ligado ao consumo de sacarose e glicose, que estão presentes no açúcar da cana. Isso inclui não apenas o açúcar branco, mas as outras versões – mascavo, demerara e orgânicos. O açúcar das frutas é a frutose, que não oferece perigo, desde que a dieta inclua produtos naturais, com casca e bagaço. A presença das fibras também ajuda a retardar a digestão e absorção da frutose, fazendo com que o estímulo à produção de insulina não seja tão intenso quando comparado com outros açúcares. 

Apesar disso, o excesso de frutas pode levar a um pico de hiperglicemia e o controle da quantidade diária é necessário principalmente para pessoas com diabetes e com triglicerídeos elevados. 

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Cortar o açúcar emagrece?

Antes de mais nada, é preciso entender que, para diminuir os ponteiros na balança é necessário analisar a alimentação como um todo. Pois, para que ocorra a perda de peso, tem que existir o déficit calórico. Ou seja, quando o corpo consome menos calorias do que gasta. 

Dito isso, o açúcar pode não ser o único vilão da dieta, mas reduzir (ou cortar) o seu consumo ajuda a evitar, principalmente, o ciclo vicioso de sua ingestão e, assim, reduz as calorias ingeridas. Nesse sentido, cortar o açúcar emagrece e ainda deixa o corpo mais saudável. 

Fonte: Nutricionista Fabiana Nalon, Mestre e pesquisadora de Doutorado em Nutrição Humana pela Universidade de Brasília (UnB). 

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