Cicatriz de cesárea: Como cuidar e amenizar a marca
Muitas mulheres se dedicam aos cuidados de beleza na gestação para evitar o excesso de flacidez e o surgimento de estrias na barriga. Mas, após o parto, a atenção fica voltada para a cicatriz de cesárea e a reação do corpo no pós-operatório.
A linha do corte deve ser fina e discreta, bem abaixo da barriga e de uma forma que a calcinha possa cobrir. Mas, apesar de ser totalmente esperada, a marca pode ficar espessa e escura como consequência de esforços físicos ou até pela predisposição genética.
A mudança na aparência e o surgimento de dor são consequências de complicações, como uma infecção, por exemplo. O ideal, então, é manter os cuidados apropriados para cada etapa da cicatrização, além ter o acompanhamento de um médico ou dermatologista.
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Tipos de cicatriz de cesárea
Nos primeiros dias após o parto, a mulher pode sentir dor e desconforto. Por isso, é preciso auxílio para deitar, levantar e ir ao banheiro. Isso porque qualquer exagero ou esforço físico pode causar complicações na cicatrização:
- Queloide: a cicatriz fica volumosa, com aspecto grosso, e ultrapassa a marca do corte. Acontece por uma proliferação exagerada das células que tentam reparar o machucado;
- Hipertrófica: a marca fica fibrosa e alta, mas atinge somente o local da cirurgia;
- Escura: a inflamação na região deixa a cicatriz mais escurecida, com tom arroxeado.
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Cuidados com a cicatrização
A nova mamãe precisa priorizar uma alimentação saudável, rica em vegetais e proteínas, e se manter sempre hidratada para auxiliar no fechamento do corte. Além disso, a cinta pós-parto é essencial para os primeiros dias e evita o acúmulo de líquido na região da cicatriz, também conhecido como seroma.
- Primeira semana: é preciso repouso absoluto. A mulher deve evitar mexer na cicatriz para que não ocorra infecção ou abertura dos pontos. Aos poucos, o corte vai parar de soltar líquido, vai desinchar e diminuir a vermelhidão. Após a estabilização, é possível aplicar creme cicatrizante ou óleo fazendo movimentos suaves;
- 2ª a 3ª semana: o médico deve autorizar a drenagem linfática para amenizar a dor e diminuir o inchaço no corpo. Se o corte estiver totalmente fechado, uma massagem com movimentos circulares pode soltar a cicatriz para não repuxar a pele;
- Após 20 dias: o tratamento estético com equipamentos está liberado. Laser, endermologia e radiofrequência são os procedimentos para melhorar o aspecto da cicatriz;
- Depois de 3 meses: além dos procedimentos estéticos com aparelhos, em 90 dias é possível iniciar o tratamento com ácidos. O produto age renovando o tecido da cicatriz e deve ser indicado por um profissional qualificado.
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