Chá para azia: melhores opções, benefícios e como preparar

16 de maio, 2022

A sensação de queimação na boca do estômago é conhecida popularmente como azia. Geralmente, ela surge em pessoas que sofrem com gastrite, refluxo ou após o consumo de refeições muito pesadas. Além disso, ela pode vir seguida de enjoos e vômitos. Uma forma de aliviar os sintomas e acalmar o incômodo é por meio da preparação de um chá para azia. Por isso, a nutricionista Adriana Stavro pontua quais são os melhores chás para a condição e como prepará-los.

Acima de tudo, vale entender que cada bebida atua de forma distinta no organismo. A profissional se baseia nos estudos existentes que explicam os benefícios de determinados tipos de chá para aliviar os sintomas da azia. De acordo com ela, a ação da bebida no trato gastrointestinal auxilia na digestão, na absorção dos nutrientes e na melhora a microbiota intestinal.

Em segundo lugar, ela aponta “a ação das propriedades do chá após absorção sistêmica, atuando na estimulação do catabolismo no fígado, no músculo e no tecido adiposo”.

Melhores chás para azia

Chá para azia: gengibre

O chá de gengibre é considerado um dos melhores para o alivio da azia. Isso porque ele possui propriedades anti-inflamatórias que colaboram para a diminuição da irritação do estômago. Além disso, ele ajuda a aliviar as náuseas que podem surgir durante as crises.

Funcho (erva-doce)

“A erva-doce tem propriedades antibacteriana, antifúngica e anti-inflamatória, que reduzem a inflamação e o inchaço causadas pelo refluxo ácido”, explica Adriana.

Chá para azia: camomila

O chá de camomila é um dos mais completos. Além de ser ótimo contra tosse e refluxo, ele também funciona bem para o alívio da azia. “Assim como o gengibre, a camomila também possui propriedades anti-inflamatórias. Esse ativo natural ajuda em problemas digestivos, refluxo e azia”, pontua.

Leia também: Chá para refluxo: benefícios e como preparar

Como preparar o chá para azia

Infusão

“A infusão é a bebida preparada com as partes mais frágeis das plantas, como folhas, flores e frutos moídos. Essa técnica preserva o óleo essencial das ervas e as pessoas normalmente usam para preparar ‘chás’ a partir de camomila, erva cidreira, dente-de-leão ou cavalinha”, diz.

Modo de preparo:

Primeiramente, leve 300ml de água ao fogo e deixe esquentar até ferver. Em seguida, desligue o fogo e adicione 1 colher de sopa da erva escolhida. Feche o recipiente e deixe descansar por 5 minutos. Por fim, coe e beba o chá.

Decocção

“A decocção é feita quando a planta é fervida juntamente com a água, o que normalmente é preciso fazer com partes da planta que são mais duras e resistentes, como as raízes ou as cascas”, explica.

Modo de preparo:

Primeiramente, adicione as partes duras da planta em uma panela com a água e deixe ferver de 10 a 15 minutos. Quando a água ficar mais escura e aromática, é o momento de desligar o fogo. Por fim, tampe a panela e deixe amornar.

O consumo de tais chás pode ser diário, mas sempre com moderação. O indicado é até 500 ml e sempre 30 minutos antes das refeições ou no chá da tarde.

Alguns ingredientes não são indicados para pessoas com determinadas condições. Por isso, caso você seja gestante, lactante ou tenha alguma condição médica, consulte um profissional antes de consumir os chás.

Quais bebidas evitar

Existem alguns chás que você não deve consumir caso sofra com azia. Apesar de alguns sabores trazerem impactos positivos, outros pioram o quadro, por exemplo:

  • Hortelã: Seja hortelã-pimenta ou hortelã, estão associados ao relaxamento do esfíncter esofágico inferior, levando ao refluxo de ácido, uma das causas da azia;
  • Chás com alto teor de cafeína: “Todos os chás que vem da planta Camellia sinensis (chá verde, chá branco, chá preto, chá mate e machá). A cafeína é um composto estimulante. Quanto mais processado for o chá, mais cafeína contém”, afirma.

Além disso, outras bebidas também não são recomendadas para quem tem azia. As gaseificadas, com álcool ou cafeína, por exemplo, não devem ser consumidas. Confira o que não incluir no cardápio:

  • Álcool;
  • Bebidas gaseificadas (refrigerantes, água com gás, etc);
  • Bebidas com cafeína (café, refrigerantes, chocolate quente);
  • Sucos cítricos (laranja, por exemplo).

Fonte: Adriana Stavro, nutricionista especialista em doenças crônicas não transmissíveis.

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