Carboidratos “requentados” seriam mais saudáveis do que os recém-cozidos

Alimentação Bem-estar
27 de Setembro, 2022
Carboidratos “requentados” seriam mais saudáveis do que os recém-cozidos

Muita gente torce o nariz para o macarrão do dia anterior. Sim, a gente sabe que nada substitui uma massa fresquinha. Mas, agora, há um possível bom motivo para você almoçar as “sobras”: carboidratos “requentados” seriam mais saudáveis do que os recém-cozidos, apontou um experimento.

Como os carboidratos simples funcionam no organismo

Os carboidratos simples (como massas, pães, doces, batata e arroz branco) são digeridos pelo nosso corpo e rapidamente transformados em glicose (um tipo de açúcar), caindo no sangue. Assim, a nossa glicemia (ou seja, o nível de glicose presente na corrente sanguínea) tende a subir pouco tempo depois de ingerirmos um prato de macarronada, por exemplo.

Como resposta, o organismo começa a liberar um hormônio chamado insulina. Ela é responsável por equilibrar essa glicemia — afinal, quantidades muito elevadas e persistentes de glicose no sangue tendem a ser prejudiciais.

Essa rápida variação na glicemia acaba com a nossa energia e deixa a gente com fome em pouco tempo. É por isso que os especialistas enfatizam a importância de consumirmos mais alimentos ricos em fibras — eles são capazes de retardar todo esse processo.

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Mas e se a gente conseguisse fazer com que os nossos carboidratos simples preferidos agissem como ingredientes ricos em fibras? Aparentemente, um novo experimento, feito no programa Trust Me, I’m a Doctor, da BBC, parece ter descoberto o segredo: basta refrigerar o seu prato, e depois “requentá-lo”! Saiba mais:

Carboidratos “requentados”

Cozinhar o carboidrato e depois resfriá-lo altera a estrutura do alimento, fazendo com que ele se torne uma espécie de “amido resistente” — isto é, ele fica menos vulnerável à ação das enzimas que o digerem dentro do nosso corpo. Além disso, ainda diminui as calorias do prato.

Para confirmar a ideia, o médico e apresentador do programa, Chris van Tulleken, selecionou alguns voluntários, que comeram massa durante três dias (e de estômago vazio). Eles tiveram que:

  • Ingerir um prato de macarrão recém-cozido (e quentinho!) com um delicioso molho de tomate e alho;
  • Consumir a mesma refeição, mas refrigerada durante a noite anterior;
  • Ingerir a massa “requentada” do dia anterior.

Depois de todas as refeições, os participantes ainda fizeram exames de sangue (de 15 em 15 minutos) por duas horas. O intuito era analisar como as suas glicemias se comportariam em cada caso.

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De acordo com o especialista, os pesquisadores esperavam que o macarrão gelado apresentasse um melhor resultado em comparação aos outros dois tipos. Mas não foi o que aconteceu: a massa “requentada” saiu em disparada, e foi capaz de provocar um aumento até 50% menor na glicemia dos indivíduos.

Ademais, esse benefício aparece em outros carboidratos “requentados”. Isso porque uma pesquisa parecida da Universidade da Indonésia, desta vez feita com arroz branco, chegou à mesma conclusão.

Contudo, vale ressaltar: a “economia” de energia do arroz requentado girou em torno de 16 calorias. Ou seja, uma mudança mínima com relação às calorias, o que reforça a ideia de que nenhum alimento, sozinho, é capaz de nos fazer emagrecer ou prevenir algumas doenças — o que faz a diferença mesmo é a alimentação como um todo.

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