Vulvoscopia: o que é e quando deve ser feita

Pelo menos vez por ano é indicado ir ao ginecologista para um check-up completo. Além dos exames básicos como hemograma, ultrassom transvaginal e, em alguns casos, mamografia, existem outros testes que podem ser solicitados, como a vulvoscopia.

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O que é a vulvoscopia?

É um um exame não invasivo de imagem microscópica que analisa, com o auxílio de um instrumento chamado colposcópio, a parte externa da vulva. Em outras palavras, inclui a região pubiana, clitóris, grandes lábios, sulcos interlabiais, pequenos lábios e a região perineal.

Em quais casos é indicada?

Quando a mulher apresenta incômodo ou mesmo vermelhidão na região íntima. Mas sua principal função é identificar lesões presentes em toda a área genital feminina. Dessa forma, é possível ajudar no diagnóstico relacionado a ISTs, como HPV, sífilis e herpes genital. 

Dúvidas frequentes

A vulvoscopia é o exame específico para identificar o HPV?

A princípio, é possível identificar lesões provocadas pelo HPV, sobretudo os tipos 6 e 11, que possuem verrugas genitais. Apesar de ser um exame útil, existem outras formas de investigação, como a captura híbrida e a colposcopia, que analisa as lesões da enfermidade. De acordo com as especialistas ouvidas para esta matéria, o HPV atinge cerca de 80% dos indivíduos sexualmente ativos em algum momento da vida, mas somente algumas pessoas irão desenvolver a lesão. Além da presença de verrugas, podem surgir vermelhidão e coceira.

Com que frequência a vulvoscopia deve ser feita? É necessária durante a gestação? 

O exame de vulvoscopia deve ser realizado anualmente, inclusive em mulheres sem queixas ou sintomas. Portanto, não há problemas em ser feito no período gestacional e sem riscos, se for necessária uma biópsia. Afinal, algumas doenças se manifestam durante a gravidez devido a alterações no sistema imunológico.

Qual a diferença entre colposcopia e vulvoscopia?

Diferentemente da vulvoscopia, a colposcopia é um exame capaz de mostrar o colo do útero e a vagina. Principalmente para quem apresenta alterações no exame de papanicolau, já que a imagem mapeia as alterações causadas pelo HPV. Por sua vez, a vulvoscopia avalia a região externa e também serve de base para diagnosticar outros tipos de ISTs.

Fontes:  Carolina Curci, ginecologista e obstetra especialista em reprodução humana, da Clínica Curci, em São Paulo (SP); e Luana Ariadne Zanchetta, ginecologista e especialista em vulvoscopia do Hospital Edmundo Vasconcelos, em São Paulo (SP).

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