Exercícios físicos diminuem a vontade de comer doce, diz estudo

26 de maio, 2020

Se a sua vontade de comer doce está ainda maior durante a quarentena, saiba que os exercícios físicos podem ser um verdadeiro aliado. A conclusão foi tirada de uma pesquisa realizada pela Universidade de Leeds, na Inglaterra.

Para a análise, feita com 180 participantes, foram avaliadas a capacidade respiratória das pessoas, sua composição corporal e seus índices metabólicos. Depois, foram criados três grupos, entre os que praticavam alguma atividade de alta intensidade, média intensidade e baixa intensidade.

O próximo passo foi registrar o apetite de cada participante, incluindo gostos pessoais e grau de saciedade. Assim, foi possível observar que os participantes mais ativos consideravam em até 15% das vezes doces e comidas gordurosas como menos atraentes do que os mais sedentários.

Entretanto, apesar dessa análise, os autores do estudo destacam que ainda são necessários novos testes. “Existe uma clara relação entre a intensidade da atividade física. Aumentando a frequência cardíaca, produzindo suor e o desejo de comer doces e outros alimentos cheios de gordura”, disse o pesquisador Graham Finlayson, um dos autores do estudo. “Portanto, podemos especular que aqueles que já ganham sua recompensa e alegria diárias ao se exercitarem são menos propensos a ter vontade de comer doce ou outras tentações da dieta”.

Como a vontade de comer doce afeta o corpo

Muito além da estética, a lista de problemas causados por guloseimas açucaradas, que fornecem apenas calorias e nada de nutrientes, é enorme. Dessa maneira, muitos estudos mostram que esse carboidrato é capaz de provocar o mesmo efeito de dependência de outras drogas, entre elas álcool, tabaco e cocaína. Veja de quais maneiras essa substância afeta a saúde: 

  • Permeabilidade intestinal aumentada: Bactérias, toxinas e partículas de alimentos não digeridas podem sair mais facilmente do intestino e entrar na corrente sanguínea. Assim, levando à inflamação.
  • Aumento do colesterol LDL “ruim”: O excesso de colesterol LDL foi associado a níveis mais altos de proteína C reativa (PCR), um marcador de inflamação.
  • Ganho de peso: Uma dieta rica em açúcar e carboidratos refinados pode levar ao ganho de peso.

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