Ao analisarem a pele do filho, pais podem acabar percebendo a presença de pequenas manchas brancas na sua extensão cutânea. A situação pode ser a evidência do vitiligo em crianças, doença autoimune multifatorial.
“Essa condição é caracterizada pelo surgimento de manchas brancas na pele devido a destruição dos melanócitos. Eles são as células responsáveis pela síntese de melanina, que é a substância que dá cor à pele”, explica o dermatologista Celso Lopes, especialista em tratamento de vitiligo.
De acordo com o médico, a doença autoimune atinge cerca de 1% da população mundial. Em suma, ela pode aparecer em qualquer idade, embora seja mais comum em jovens com menos de 30 anos de idade. Inclusive, ele enfatiza que é uma condição bastante comum na infância bem como na adolescência.
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Entre as seis formas diferentes que a doença autoimune pode se manifestar, Dr. Celso ressalta que, por meio da sua experiência clínica, os dois tipos mais observados em crianças são focais e segmentares.
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Embora a ciência esteja em constante evolução, tanto o vitiligo em crianças quanto em adultos ainda não possui uma causa exata. Todavia, permeia-se possíveis teorias sobre o porquê da doença autoimune.
Cita-se, por exemplo, o histórico familiar como um fator importante para o aparecimento da condição. Há também a explicação sobre o aumento de radicais livres na pele que podem levar a destruição dos melanócitos e, consequentemente, ao surgimento de vitiligo.
“Em crianças, os fatores desencadeantes também chamam atenção. Por exemplo, o trauma local. Elas machucam muito joelhos e cotovelos, assim é muito comum o surgimento do vitiligo nessas áreas”, completa Dr. Celso.
A parte emocional também conta bastante. É preciso que os pais fiquem atentos a possíveis condições familiares desafiadoras que podem agir como gatilhos para o desenvolvimento da doença autoimune pelos pequenos.
Quem está mais propenso a desenvolver a doença?
Assim, o dermatologista esclarece que os menores que têm mais chances de terem vitiligo são aqueles com histórico familiar. O mesmo vale para quem já tem outras doenças autoimunes, principalmente tiroidianas.
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A intervenção diante do diagnóstico do vitiligo em crianças varia conforme a avaliação de cada especialista. Todavia, em linhas gerais, tende-se a usar imunossupressores para o tratamento dos menores. Eles podem ser administrados via oral, caso a área atingida seja maior, ou em creme se as manchas forem mais localizadas. “Utilizamos também a fototerapia. Só precisamos adaptar o tipo de equipamento para a idade do pequeno”, finaliza Dr. Celso.
Fonte: Dr. Celso Lopes, dermatologista especialista em tratamento de vitiligo