Vitiligo em crianças: o que é, principais tipos e tratamentos

20 de julho, 2022

Ao analisarem a pele do filho, pais podem acabar percebendo a presença de pequenas manchas brancas na sua extensão cutânea. A situação pode ser a evidência do vitiligo em crianças, doença autoimune multifatorial.

“Essa condição é caracterizada pelo surgimento de manchas brancas na pele devido a destruição dos melanócitos. Eles são as células responsáveis pela síntese de melanina, que é a substância que dá cor à pele”, explica o dermatologista Celso Lopes, especialista em tratamento de vitiligo.

De acordo com o médico, a doença autoimune atinge cerca de 1% da população mundial. Em suma, ela pode aparecer em qualquer idade, embora seja mais comum em jovens com menos de 30 anos de idade. Inclusive, ele enfatiza que é uma condição bastante comum na infância bem como na adolescência.

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Os tipos mais comuns de vitiligo em crianças

Entre as seis formas diferentes que a doença autoimune pode se manifestar, Dr. Celso ressalta que, por meio da sua experiência clínica, os dois tipos mais observados em crianças são focais e segmentares.

  • Focal: como o próprio nome dá a entender, é o vitiligo mais localizado. Em outras palavras, há o surgimento de poucas manchas apenas em uma determinada região do corpo;
  • Segmentar: é quando a doença acomete um segmento da pele, inervado por um específico ramo neural. Assim, as manchas podem surgir na região mandibular, do queixo, na testa ou ainda em outra parte do corpo.

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Qual a causa desta doença autoimune?

Embora a ciência esteja em constante evolução, tanto o vitiligo em crianças quanto em adultos ainda não possui uma causa exata. Todavia, permeia-se possíveis teorias sobre o porquê da doença autoimune.

Cita-se, por exemplo, o histórico familiar como um fator importante para o aparecimento da condição. Há também a explicação sobre o aumento de radicais livres na pele que podem levar a destruição dos melanócitos e, consequentemente, ao surgimento de vitiligo.

“Em crianças, os fatores desencadeantes também chamam atenção. Por exemplo, o trauma local. Elas machucam muito joelhos e cotovelos, assim é muito comum o surgimento do vitiligo nessas áreas”, completa Dr. Celso.

A parte emocional também conta bastante. É preciso que os pais fiquem atentos a possíveis condições familiares desafiadoras que podem agir como gatilhos para o desenvolvimento da doença autoimune pelos pequenos.

Quem está mais propenso a desenvolver a doença?

Assim, o dermatologista esclarece que os menores que têm mais chances de terem vitiligo são aqueles com histórico familiar. O mesmo vale para quem já tem outras doenças autoimunes, principalmente tiroidianas.

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Principais tratamentos de vitiligo em crianças

A intervenção diante do diagnóstico do vitiligo em crianças varia conforme a avaliação de cada especialista. Todavia, em linhas gerais, tende-se a usar imunossupressores para o tratamento dos menores. Eles podem ser administrados via oral, caso a área atingida seja maior, ou em creme se as manchas forem mais localizadas. “Utilizamos também a fototerapia. Só precisamos adaptar o tipo de equipamento para a idade do pequeno”, finaliza Dr. Celso.

Fonte: Dr. Celso Lopes, dermatologista especialista em tratamento de vitiligo