Emagrecer, ganhar massa muscular ou ter uma prática regular de exercícios físicos para uma vida mais ativa e saudável são algumas das metas encontradas com frequência nas listas de resoluções de ano novo dos brasileiros.
Os números mostram, no entanto, que, mesmo com a consciência dos benefícios que os exercícios físicos trazem e com boas intenções, esses objetivos geralmente são abandonados ao longo do caminho.
De acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 40,3% dos brasileiros com mais de 18 anos eram considerados sedentários em 2019 – o que só se agravou com a pandemia: um estudo realizado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), mostrou que 62% dos entrevistados deixaram de fazer qualquer tipo de exercício no período.
Para o fitness coach Roberth Resende, é uma combinação de falta de planejamento e de preparo mental. “A pessoa, às vezes, faz essa promessa quando está na praia na virada do ano e, quando volta para sua rotina, ela não se organiza para isso. Ela diz: ‘segunda-feira, eu começo!’, mas, no domingo, come uma comida pesada, toma uma cervejinha e acaba desistindo.”
Assim, quem pretende dar o primeiro passo precisa reavaliar sua rotina para estabelecer em que momento o exercício físico vai entrar e o que é necessário para isso, como alimentação, vestuário, locomoção etc. Saber de antemão que treino será feito também é importante, para não “perder o pique” pensando sobre isso na hora de praticar.
Além disso, outra recomendação é ter um ritual para vencer a preguiça e aquecer o corpo. “Eu gosto de trabalhar com meus alunos um ritual de 15 minutos antes do treino. Nesse período, eles vão levantar, beber um suplemento pré-treino ou algo que dê energia, escutar uma música para animar e preparar a mente para a alta performance. Os carros de corrida também dão uma volta de aquecimento, os fornos precisam ser preaquecidos, e se nós vamos nos exercitar com alta intensidade, precisamos nos preparar também”, orienta.
Superado o desafio da falta de planejamento, vem o da manutenção da prática. Há quem comece, por exemplo, e desista pouco tempo depois, assim como há aqueles que conseguem mantê-la por um tempo, mas vão reduzindo a frequência com o passar dos dias até a parada completa.
“Quem desiste no começo geralmente não tem clareza do seu propósito com os exercícios. Digo sempre para os meus alunos: você não pode esquecer o que te trouxe aqui, pois é isso que vai te fazer continuar”, diz Roberth.
Então, para concretizar os planos de ter uma vida mais ativa em 2023, Roberth resume as suas dicas e oferece outras:
Fonte: Roberth Resende, formado em Educação Física, fitness coach e criador do Método R2.