Variante Gama e Delta do coronavírus: Entenda as diferenças

2 de setembro, 2021

Desde o início da pandemia, os cientistas vêm acompanhando os casos de variantes do coronavírus. Assim, embora a variante Gama ainda seja predominante no Brasil, casos de infecção pela Delta se multiplicam no País — principalmente no estado do Rio de Janeiro. Mas você sabe qual a diferença entre ambas? 

Qual das variantes do coronavírus é mais transmissível?

De acordo com Robert Fabian Crespo Rosas, médico e professor de Infectologia do Centro Universitário São Camilo, a variante Delta é mais transmissível. 

“Isso tem sido observado a partir de estudos, onde nota-se que pacientes que foram infectados pela variante Delta têm uma maior concentração de vírus. Tanto na orofaringe quanto nas vias respiratórias de uma forma geral. Ou seja, o vírus se multiplica muito mais – segundo análises, de quatro a cinco vezes mais que as variantes anteriores”, explica.

É o que mostra um estudo recente feito na Coreia do Sul, onde dosaram a quantidade de vírus presente no sangue de indivíduos infectados pela variante Delta. Dessa maneira, os pesquisadores viram que a quantidade de vírus presente na corrente sanguínea de indivíduos infectados pela variante Delta é trezentas vezes maior que o das pessoas contaminadas por outras variantes.

“Esse fato de a variante ter uma grande multiplicação viral dentro do organismo de uma pessoa faz com que ela possa eliminar mais vírus no ambiente, o que permite transmitir para mais pessoas”, diz  Robert.

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Qual das variantes do coronavírus causa efeitos mais graves?

O médico aponta que, entre as duas, a variante Delta parece ser mais agressiva. Isto é, capaz de criar casos mais graves. 

“A Delta já é a variante predominante nos Estados Unidos, na Índia e no continente europeu. Portanto, segundo estudos realizados em todas essas regiões, percebe-se que mais pessoas adoecem e acabam desenvolvendo formas mais graves da doença”, afirma.

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E quanto ao efeito das vacinas sobre essas variantes?

A grande dúvida da população é sobre o quanto as variantes podem afetar o efeito das vacinas. 

“A capacidade de multiplicação das duas cepas, tanto no indivíduo não-vacinado quanto no vacinado, é a mesma. Observaram que a replicação da variante Delta no paciente não-vacinado e no vacinado com as duas doses é exatamente igual. Assim, as pessoas podem se perguntar ‘por que eu me vacinei então, se o vírus se multiplica em mim da mesma forma?’.”

Robert ainda explica que a diferença entre quem tomou e quem não tomou a vacina é que o indivíduo vacinado tem uma redução rápida na quantidade de vírus no organismo, no decorrer de sete a oito dias. “O mesmo não ocorre em quem não se vacina. Por isso, caso seja infectado com o coronavírus estando imunizado, você tem uma queda rápida da quantidade de vírus no corpo até que não haja mais danos ao organismo.” finaliza.

Fonte: Robert Fabian Crespo Rosas, médico e professor de Infectologia do Centro Universitário São Camilo.

Sobre o autor

Julia Moraes
Julia Moraes
Jornalista e repórter da Vitat. Especialista em fitness, saúde mental e emocional.