A urocultura, como o próprio nome sugere, é um exame de urina para diagnosticar variados tipos de infecção urinária. Saiba tudo sobre o teste e como se preparar para a coleta.
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Se você já teve infecção urinária, provavelmente o seu médico solicitou o exame para identificar a presença de bactérias causadoras do problema. Também chamado cultura de urina ou urinocultura, esse teste pode ser feito com o antibiograma, que ajuda a avaliar os antibióticos mais adequados para determinado tipo de bactéria.
A princípio, a cultura de urina detecta a maioria das infecções do sistema urinário, tais como a pielonefrite, cistite e uretrite.
Quando houver suspeita das doenças citadas acima, sendo necessária recomendação médica e apresentar alguns desconfortos. Por exemplo:
Normalmente, o exame deve conter a primeira urina do dia, que está mais concentrada para a análise laboratorial. Antes, é importante desprezar o primeiro jato e inserir o restante no pote de coleta.
Basta encher o recipiente com a quantidade indicada (em geral, 30 ou 40 mL) e fechar bem para não vazar. Além disso, é essencial higienizar antes a área íntima com água e sabão neutro e entregar a coleta no laboratório o mais rápido possível. Assim, evita-se alterações no exame que dificultam o diagnóstico.
Muitas pessoas que têm queixas relacionadas a uma possível infecção urinária recorrem ao pronto atendimento em busca de um tratamento mais ágil. Portanto, não há problema em realizar a urocultura com o xixi do decorrer do dia.
Além da coleta tradicional, alguns pacientes internados sob cuidados intensivos podem fazer a urocultura por sonda, por meio de uma técnica chamada cateterismo vesical. No entanto, o método é indicado apenas para pessoas acamadas e muito debilitadas, a fim de evitar contaminações durante o exame.
O laudo do exame é bastante intuitivo, e normalmente os indicadores são:
Além dos indicadores comuns, há duas variáveis que podem surgir se a amostra tiver algum tipo de problema. Dessa forma, é preciso repetir o exame ou fazer outros testes para auxiliar na conclusão do quadro. São elas:
Sim, inclusive devem realizar o exame se houver indícios de infecção urinária. Afinal, o problema pode gerar complicações para a gestante e o bebê se não receber o tratamento adequado.
Em geral, o resultado fica disponível em 72h após a entrega da coleta. Mas alguns laboratórios podem entregar antes desse período.
Há uma lista de testes que ajudam no diagnóstico de infecções, como o Urina tipo 1 e EAS. Eles têm a função de mapear outros elementos da urina: leucócitos, alguns tipos de bactérias, sangue, nitrito, células epiteliais, entre outros. Em casos urgentes, nos quais a pessoa vai ao pronto-socorro, o médico pode solicitar esses exames e dispensar a urocultura, pois ficam prontos em algumas horas. Todavia, a conduta depende da análise dos sintomas em conjunto com os resultados dos exames.
Não há contraindicações, pelo contrário: os bebês são mais suscetíveis a diversos tipos de infecção, sobretudo a urinária. Principalmente no período do uso de fraldas, cuja contaminação cruzada se torna mais fácil. Para fazer o exame, o laboratório ou hospital considera a idade e o estado de saúde do bebê. De acordo com essas informações, é escolhida a melhor forma de coleta, como a estimulação vesical e a bolsa adesiva perineal.
Referência: Rede D’Or São Luiz; Biblioteca Virtual de Saúde; e Revista Brasileira de Análises Clínicas (RBAC).