Tatuagem na gravidez: saiba quais são os riscos

Durante a gravidez, o que não faltam são dúvidas sobre o que “pode” e o que “não pode” fazer. Uma das questões que surgem frequentemente está relacionada à tatuagem na gravidez. De antemão, vale frisar que médicos não indicam o procedimento durante a gestação. De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia, a principal preocupação gira em torno do risco de contrair uma infecção, como a hepatite B e o HIV. Embora o risco seja pequeno, é recomendável esperar para fazer uma tatuagem até o nascimento do bebê. Conheça agora os riscos e porque você deve evitar.

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Tatuagens antigas na gravidez

Quem já possui tatuagens, pode ficar tranquila, pois procedimentos realizandos antes da gravidez não prejudicam o feto. No entanto, a futura mamãe deve estar ciente de que haverão mudanças significativas no corpo como um todo, incluindo nos locais em que foram feitas as tatuagens.

Dessa forma, tatuagens na barriga, por exemplo, poderão aumentar até ao dobro do seu tamanho original. Como consequência desse estica e puxa, a pele poderá ficar mais clara. Além disso, poderão surgir estrias e, inclusive, causar uma deformação no desenho tatuado. Após o parto, as tatuagens tendam a retomar o seu estado original. No entanto, em alguns casos, poderá ser necessário fazer alguns retoques no local.

Para minimizar a consequência da tatuagem na gravidez, é indicado o uso de cremes e óleos hidratantes, principalmente aqueles que auxiliam na prevenção de estrias. Dessa forma, a região da tatuagem ficará mais protegida e com menos chance de precisar de retoques.

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Os riscos de tatuagem na gravidez

Conheça os principais riscos de realizar uma tatuagem na gravidez:

  • Riscos de contaminação em casos de procedimentos incorretos durante o procedimento, que podem comprometer a saúde da criança. É possível transmitir, inclusive, vírus como os que causam hepatite B e C, além do HIV. Tais doenças podem passar para o bebê;
  • Maior chance de infecção: o sistema imunológico da mulher grávida fica mais fragilizado nesse período. Dessa forma, existe uma probabilidade maior de se apresentar uma infecção na região tatuada;
  • Variações na pele: a pele da mulher sofre constantes alterações durante a gestação, o que tem ligação direta com possíveis deformidades no desenho da tatuagem.

Riscos adicionais da tatuagem na gravidez

Além dos riscos mencionados, outra dificuldade que as gestantes podem encontrar ao tentarem realizar uma tatuagem na gravidez é encontrar um profissional disposto a realizar o procedimento. Isso porque, por questão de segurança, os próprios profissionais da área temem a realização deste tipo de arte em mulheres grávidas.

O risco de uma infecção na pele pode ser muito grande e, claro, prejudicial ao bebê, pois a tinta utilizada pode afetar o feto. Além disso, você pode transmitir a infecção para o bebê se estiver amamentando, embora o risco seja pequeno. Preferencialmente, não se deve fazer tatuagens em mamas e mamilos durante a amamentação, pois aumenta o risco de inflamações locais e obstrução dos ductos mamários. Dessa forma, a tatuagem não deve ser feita durante a gravidez, ou mesmo durante o período de “resguardo”, que é quando o organismo ainda está se recuperando de todo processo.

Depois de quanto tempo posso fazer tatuagem?

Por fim, o ideal é esperar a gravidez e o período de resguardo para que a tatuagem seja realizada. Dessa forma, o procedimento poderá ser feito cerca de 40 dias após o parto, sempre lembrando que o resultado imediato não é definitivo, já que a pele ainda passará por diversas mudanças, como a perda de peso. 

Sobre o autor

Fernanda Lima
Jornalista e Subeditora da Vitat. Especialista em saúde