Refrigerante zero/light/diet engorda?

20 de agosto, 2019

Os refrigerantes zero, light e diet se tornam a primeira opção de muita gente que busca emagrecer. Porém, ao contrário do que se pensa, a alternativa à versão tradicional da bebida está longe de ser uma opção menos saudável – e não são poucos os estudos que comprovam essa afirmação. 

Bebidas zero, diet e light tem adoçante em vez de açúcar. Isso faz com que as calorias e o índice glicêmico dessa bebida sejam reduzidos. Porém, tais líquidos são vazios nutricionalmente, ou seja, não possuem vitaminas, minerais e nem qualquer benefício. Além disso, a alta concentração de aditivos químicos podem trazer prejuízo à saúde e ao bom funcionamento do organismo.

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Apesar de não conter calorias, essa bebida não é uma aliada da balança. Uma pesquisa publicada na revista científica American Journal of Geriatrics Society acompanhou um grupo de americanos por nove anos e descobriu que quem consumia refrigerantes sem açúcar apresentou, ao final do período, uma circunferência abdominal maior do que aqueles que optaram por outros tipos de refresco.

A lógica funciona da seguinte maneira: um alimento baixo em calorias, mas industrializado, vai ser insignificante no que diz respeito à ingestão calórica, mas pode causar uma série de outros problemas de saúde que não apareceriam com um alimento natural, algumas vezes mais calórico, mas que faz com que o organismo funcione adequadamente – e esse é um dos fatores que garantem a manutenção ou a redução do peso. 

Já a Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, descobriu, ao analisar dados de mais de 23 mil pessoas, que a parcela acima do peso e obesa tomava mais refrigerante diet e zero do que os voluntários em forma. O grupo também engolia mais alimentos sólidos – e, ao que tudo indica, existe um elo entre a compulsão e a ingestão desse tipo de refrigerante. As evidências sugerem que os adoçantes desajustam o sistema de recompensa do cérebro, deixando-o sem uma medida confiável de quanta energia consumiu e de quanta precisa ingerir. Ou seja, abusar das latinhas pode abrir o apetite e, no fim das contas, somar quilos na balança.

Um outro estudo, dessa vez da Universidade de Illinois, também nos Estados Unidos, chegou à conclusão de que quem opta por refrigerantes zero na intenção de reduzir o número de calorias ingerido durante o dia acaba extrapolando no açúcar durante as refeições. Os adoçantes artificiais despertam o desejo por alimentos cada vez mais doces, fazendo com que o cérebro realize escolhas menos saudáveis e mais calóricas com o passar do tempo.

Portanto, sucos, chás, água – o que for natural – são sempre melhores para a dieta do que a qualquer refrigerante.

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Diet, zero ou light?

Na prática, quase nada muda entre as três versões.

Diet

Criada para aqueles que possuem restrições a determinado nutriente, a bebida deve conter menos de 0,5% dele em sua composição. No caso dos refrigerantes, a molécula retirada é o açúcar.

Zero

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) reconhece o termo como um sinônimo de diet. Seu uso, portanto, está mais relacionado ao apelo comercial.

Light

Segundo a legislação, todo produto light apresenta uma redução de ao menos 25% de algum nutriente em relação ao original. No refrigerante, o alvo é o açúcar. Na maioria das vezes, ele é totalmente extraído.

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