Reações adversas da vacina da covid-19 em crianças: conheça as principais

17 de janeiro, 2022

A vacinação infantil da Covid-19 já começou. Apesar de já ter sido aprovada pela ANVISA – órgão responsável pela regulação e aprovação dos imunizantes – alguns pais ficam em dúvida sobre as possíveis reações adversas da vacina em crianças. Por isso, confira as principais que as crianças podem ter após serem imunizadas.

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Reações adversas da vacina 

Assim como no caso dos adultos, é comum a ocorrência de reações adversas em crianças de 5 a 11 anos após a imunização contra a Covid-19. No entanto, especialistas explicam que a vacinação dessa faixa etária é fundamental para conter a disseminação do coronavírus, incluindo a variante Ômicron, que é transmitida muito mais rápida do que as anteriores.

Dessa forma, os efeitos após a vacinação em crianças são os mesmos de outras vacinas: dor e inchaço no local da aplicação, febre, dor muscular, cansaço, dor de cabeça e náuseas. As reações podem durar de 24h a 48h, mas são normais e passam espontaneamente. Apesar de serem comuns, nem todas as crianças sofrem com os efeitos da aplicação do imunizante.

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Como será a vacinação infantil da Covid-19?

Primeiramente, estão sendo imunizadas com doses da Pfizer as crianças que têm entre 5 a 11 anos. Aquelas que têm comorbidades ou que sejam portadores de deficiência permanente fazem parte do grupo prioritário. Além disso, os pais devem estar presentes no momento da vacinação infantil da covid-19 de seus filhos. Caso isso não seja possível, a aplicação deve ser autorizada via termo de consentimento assinado por eles. Confira outras recomendações da ANVISA

  • O intervalo entre as duas doses das vacinas contra covid-19 deve ser de oito semanas, ou seja, dois meses.
  • A imunização deve ocorrer em sala separada da de adultos.
  • A vacina não deve ser administrada no mesmo período de outras do calendário de vacinação infantil, sendo recomendado um intervalo de 15 dias entre elas.
  • Deve-se evitar a vacinação de crianças no esquema drive-thru (dentro do carro).
  • As crianças deverão ficar em observação no local por 20 minutos após receberem a dose.
  • Os profissionais de saúde devem informar aos pais sobre possíveis reações adversas da vacina.

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Imunizantes possuem dose reduzida

Ainda de acordo com a ANVISA, na vacinação infantil da covid-19, as crianças receberão uma dosagem menor que a dos adultos, que será equivalente a um terço da dose usada nos adultos. Dessa forma, serão 10 microgramas, enquanto quem tem 12 anos ou mais recebe a dose de 30 microgramas.

Além disso, com o intuito de evitar possíveis confusões na hora da aplicação, o rótulo da vacina para as crianças terá a cor laranja, ou seja, coloração diferente daquela aplicada em adultos.

A vacina também tem esquema de conservação diferente, já que pode ficar por 10 semanas em temperatura de 2ºC a 8ºC. Já a vacina aplicada em pessoas acima de 12 anos pode ser guardada por quatro semanas após o descongelamento. As crianças terão ainda que receber a primeira e a segunda dose da mesma vacina, ou seja, não podem “misturar” as vacinas entre uma dose e outra.

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Imunização é segura, mesmo com reações adversas da vacina

Representantes da Anvisa afirmam que os imunizantes para as crianças são seguros, e que os benefícios superam os riscos. “A carga da doença [Covid-19] não é desprezível. A mortalidade dessas crianças nessa faixa etária é elevada, superior a qualquer outra vacina do calendário infantil, onde nós não hesitamos em recomendar as vacinas para as crianças dessa faixa etária”, afirmou Renato Kfouri, presidente do Departamento de Imunizações da Sociedade Brasileira de Pediatria e diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm).

Do mesmo modo, a vacinação infantil deve reduzir o número de mortes de crianças pelo coronavírus. De acordo com a Sociedade Brasileira de Infectologia, cerca de 2,5 mil crianças e adolescentes brasileiros morreram de covid-19 desde o início da pandemia. Além disso, a covid-19 mata mais do que todas as demais doenças infecciosas contempladas no calendário de vacinação infantil. Nesse sentido, segundo a ANVISA, duas doses da vacina para crianças de 5 a 11 anos evita casos graves da doença, além de óbitos. O imunizante já está sendo aplicado em países como Estados Unidos, Áustria, Alemanha, Chile, China e Colômbia.

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Sobre o autor

Fernanda Lima
Fernanda Lima
Jornalista e Subeditora da Vitat. Especialista em saúde