Os peixes são fontes de diversos nutrientes que fazem muito bem para a saúde. São ricos em gorduras “do bem”, como o ômega-3 – que nosso corpo não produz sozinho, e fornecem boas quantidades de proteínas e vitaminas.
Mas, mesmo com tantos benefícios, o consumo de peixe ainda é longe de ser o ideal, que é de 3 a 4 vezes por semana, de acordo com a Organização Mundial da Saúde. Assim, que tal, adquirir o hábito de incluir mais peixes na alimentação?
Veja algumas espécies de peixes que valem a pena e suas propriedades.
Tem vitaminas, A, D e E, minerais como fósforo e ferro e é campeão no fornecimento de ômega-3, que atua na prevenção de doenças cardíacas. Com isso, esse tipo de ômega equilibra os níveis de colesterol no sangue, baixando o LDL, que em excesso pode entupir artérias e ameaçar a saúde do coração.
Outro ômega, o do tipo 6, também está presente no bacalhau, e atua na força do sistema imunológico.
Há ainda concentrações significativas de B12, uma vitamina importante na síntese de diversos hormônios e prevenir processos inflamatórios. Depois de saber tudo isso, duvidamos que você irá comer o bacalhau apenas na Páscoa.
Seu consumo se tornou mais popular por causa da culinária japonesa, muito querida pelos brasileiros.
Não à toa, o salmão possui uma carne saborosa e suave, repleta de ômega-3, proteínas e muitos minerais – zinco, magnésio, fósforo potássio, ferro e niacina – além de vitaminas A e do complexo B.
Não há restrições quanto à ingestão da carne crua, bastante comum no cardápio japonês, mas é importante verificar a confiabilidade do restaurante. Grávidas também devem evitar não apenas o salmão cru, mas outros tipos de peixes e frutos do mar sem cozimento, para não haver risco de intoxicação alimentar.
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Proteínas, ômega-3, minerais e vitaminas também fazem parte da carne do atum. Além disso, é um dos peixes mais fáceis de ser incluído na alimentação, pois pode ser adquirido em lata, caso o fresco não agrade. Só tome cuidado com a concentração de sódio na apresentação enlatada. Sempre lave bem o atum antes de consumi-lo para diminuir a quantidade de sódio. Combina muito com saladas, pratos frescos e tortas.
Outra opção acessível para quem precisa adicionar mais peixes à dieta. Enlatada ou fresca, possui as propriedades que já citamos nessa lista.
A preferência por seu consumo é empanada, mas fique atento, pois qualquer alimento frito tem mais gorduras, principalmente a trans, dependendo do óleo utilizado no preparo. Opte pela sardinha assada ou cozida.
Ingrediente essencial das moquecas baianas, a cação também é fonte proteica, de vitaminas do complexo B e potássio. Sua carne é de fácil digestão, com sabor delicado que combina com ensopados, risotos e pratos mais sofisticados.
Riquíssima em cálcio, nutriente fundamental para a saúde dos ossos, a tainha é comumente preparada na brasa, sendo ótima opção para variar o churrasco.
Os peixes de água salgada costumam ser ricos em sódio e, dependendo de sua origem, também podem conter mercúrio. Em altas quantidades, ambas as substâncias trazem malefícios. A quantidade ideal recomendada para peixes em geral é de 150 g ao dia, de preferência cozidos.
Fonte: Milena Lopes, nutricionista da Clínica NutriCilla. Pós-graduada em nutrição clínica pelo GANEP.