Intolerância alimentar: O que é e quais são comuns

3 de fevereiro, 2020

A intolerância alimentar, também conhecida como “hipersensitividade alimentar”, é mais comum do que imaginamos – cerca de 20% da população mundial apresenta alguma forma de intolerância alimentar. Ela é uma resposta do organismo à ingestão de determinados alimentos, em função de uma dificuldade no processo digestivo.

Porém, apesar de alguns sintomas se confundirem, intolerância e alergia alimentar têm origens diferentes – e cada um demanda cuidados específicos.

Na alergia, o organismo encara proteínas específicas de um alimento como inimigas e envia células de defesa para barrá-las. Nesse processo, o corpo acaba agredido. 

A intolerância é uma desordem diferente, e sua causa é a carência de uma enzima que processaria certo nutriente. No entanto, no caso da intolerância em relação a algum alimento, os sintomas podem aparecer em apenas algumas horas ou levar até mesmo uma semana para se manifestar. Assim, não é facilmente identificada e, por isso, o diagnóstico da intolerância é dificultado.

A princípio, alguns sintomas que podem ser notados são: 

Intolerância alimentar: conheça as mais comuns

Lactose

cálcio intolerância alimentar

É habitual que pessoas sejam intolerantes à lactose (o açúcar do leite). Essa condição se dá pela falta de ácido láctico no corpo, ou seja, a enzima responsável por “quebrar” a lactose. Tal deficiência faz com que a lactose não seja propriamente digerida, assim, causando inchaço e demais sintomas.

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Glúten: Intolerância alimentar que só cresce

O glúten é a proteína presente em alguns cereais como, por exemplo, o trigo. A doença celíaca é uma doença autoimune, que consiste na reação exagerada do sistema imunológico em relação a essa proteína. Alguns dos sintomas são diarreia, anemia e perda de peso. Não só, essa condição é extremamente prejudicial para a saúde do intestino. 

Entretanto, não apenas os celíacos são intolerantes ao glúten, visto que a doença difere da alergia. Portanto, é possível ser alérgico ao glúten, sem ser necessariamente celíaco (paciente da doença celíaca). Nesse caso, há um diagnóstico de “sensitividade à glúten”.

Alguns alimentos que contêm glúten e devem ser evitados: 

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Cafeína

A cafeína pode ser encontrada em algumas bebidas, especialmente no café e chás. Trata-se de uma substância estimulante. Chamada de “hipersensitividade à cafeína”, as reações podem ser sentidas até mesmo ao consumir pequenas quantidades da substância. 

Mas por que há quem sofra com esse problema? A explicação para isso é genética, segundo pesquisadores da Fundação Científica Nacional da Suíça. Devido à presença de um genótipo específico, o organismo de algumas pessoas possui dificuldade de metabolizar e excretar essa substância. 

A princípio, possíveis efeitos da cafeína no organismo dessas pessoas são:

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FODMAPs

“Os FODMAPs são um conjunto de carboidratos que podem ser de difícil digestão para algumas pessoas (monossacarídeos, dissacarídeos, oligossacarídeos e polióis). Esses alimentos, apesar de nutritivos, têm uma característica osmótica (absorvem água) e fermentativa, piorando sintomas de gases e estufamento”, explica a nutricionista funcional Fernanda Scheer, de São Paulo.

No corpo, alguns dos efeitos desses alimentos podem ser o inchaço, a constipação e dores abdominais. Contudo, muitos dos alimentos que consumimos mais frequentemente são considerados “FODMAPs”, como: 

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Sobre o autor

Nathália Lopes
Nathália Lopes
Estagiária de Jornalismo