Gravidez psicológica: o que é, sintomas, causas e tratamentos

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29 de Agosto, 2022
Gravidez psicológica: o que é, sintomas, causas e tratamentos

A gravidez psicológica é um distúrbio psicológico em que a mulher passa a ter sintomas de uma gestação embora não exista um embrião e/ou feto desenvolvendo-se dentro do útero. As causas desse quadro emocional tendem a ser uma soma de fatores. Veja mais sobre o tema a seguir!

Sintomas da gravidez psicológica

Para iniciar o diagnosticado desse quadro, o psiquiatra Marcelo Peixoto, da Clínica Ame.C, cita o primeiro sintoma da gestação psicológica. “A firme crença de que se está gestando, em uma mulher que não está, é um indicativo que sempre deve estar presente”, relata o especialista.

Já fisicamente, a figura feminina tende a apresentar sinais comuns de serem percebidos durante a gravidez, embora ela não esteja de fato a espera de um bebê. São eles:

  • Ausência de menstruação;
  • Náuseas e/ou vômitos;
  • Distensão abdominal;
  • Aumento das mamas;
  • Sono e cansaço excessivos.

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Por que a gravidez psicológica acontece?

“Resumidamente, a ciência ainda não conseguiu determinar especificamente os motivos de uma gestação emocional”, esclarece Sirlene Ferreira, psicóloga clínica. No entanto, a comunidade médica suspeita de possíveis causas. Por exemplo, a gravidez psicológica pode ser resultado do medo intenso de ter um bebê bem como do desejo excessivo de que ele venha. Além disso, a perda gestacional também pode estar relacionada ao quadro.

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Fatores de risco

Dessa forma, Dr. Marcelo pontua que figuras femininas com transtornos psicológicos estão mais suscetíveis a terem uma gravidez psicológica. “Como as mulheres que têm esquizofrenia, transtorno afetivo bipolar, depressão maior, depressão pós-parto, sintomas conversivos, transtornos de ansiedade e psicóticos em geral”, enumera o psiquiatra.

Aquelas que estão passando por tratamentos de fertilidade, para enfim conseguirem engravidar, também estão mais sujeitas a desenvolverem a condição.

Além disso, sabe-se também que fatores neuroendócrinos podem estar relacionados a condição. Em outras palavras, isso significa que os processos mentais levam a liberação de diferentes hormônios do sistema endócrino. “Logo, as manifestações típicas de gravidez, que ocorrem nessas pacientes, são devido ao desenvolvimento de um perfil hormonal semelhante ao de gestantes”, esclarece Dr. Marcelo.

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Como é feito o diagnóstico da gravidez psicológica

De acordo com Carlos Moraes, ginecologista e obstetra pela Santa Casa/SP, a conclusão sobre a gravidez psicológica se dá quando a paciente diz ao médico que está com atraso menstrual bem como outros sintomas do quadro, mas os exames mostram que não há um embrião se desenvolvendo.

“Fazemos o Beta HCG e um ultrassom (no começo da gravidez, pode ser o transvaginal) e verificamos que o bebê não está ali dentro do útero”, explica o especialista.

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Tratamentos para a condição

Dessa forma, com a conclusão de que a gravidez é emocional, o tratamento do quadro é multifatorial. Em outras palavras, a paciente deve ser encaminhada tanto para o psicólogo quanto para o psiquiatra.

“A psicoterapia é importante para que a paciente tenha uma maior compreensão de seu estado mental, assim como para dar suporte nesses episódios, que costumam causar traumas emocionais”, detalha Dr. Marcelo.  

Junto com a terapia, o psiquiatra pode acabar desenhando um quadro medicamentoso para ajudar na resolução da condição. Por exemplo, ele pode optar pelo início de antipsicóticos no tratamento. “Eles são bastante usados quando há a crença inabalável de que se está gestando, mesmo quando se apresentam provas do contrário”, conclui o especialista.

Fontes:

  • Dr. Marcelo Italiano Peixoto, psiquiatra da Clínica Ame.C, especialista em Emergências Clínicas pela Universidade Federal de Campina Grande (UFCG);
  • Dr. Carlos Moraes, ginecologista e obstetra pela Santa Casa/SP, membro da FEBRASGO e especialista em Perinatologia pelo Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital Albert Einstein, e em Infertilidade Conjugal e Ultrassom em Ginecologia e Obstetrícia pela FEBRASGO;
  • Sirlene Ferreira, psicóloga clínica.

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