Glicogenose: entenda a doença da jovem conhecida como “Rainha da Maizena”

Saúde
27 de Setembro, 2022
Glicogenose: entenda a doença da jovem conhecida como “Rainha da Maizena”

Letícia Ramos tem uma doença rara, a glicogenose, que a faz consumir cerca de 20 kg de amido de milho por mês. A moradora de Uberaba, em Minas Gerais, teve o diagnóstico durante a infância e por muito tempo escondeu a condição de todos por vergonha. Contudo, nos últimos meses ela criou coragem e começou a contar sua história nas redes sociais, com muito bom humor. Resultado: só no TikTok ela já acumula mais de um milhão de visualizações. A jovem ficou conhecida como Rainha da Maizena, já que consome o alimento a cada três horas para evitar hipoglicemias (queda de açúcar no sangue).

Leia também: Hipoglicemia sem diabetes: sintomas e como é feito o diagnóstico

Glicogenose

A glicogenose é uma doença genética, portanto hereditária, que causa uma deficiência na síntese do glicogênio, uma susbstância que funciona como fonte de energia para o corpo. Com isso, quem tem a condição apresenta hipoglicemias, que podem levar a convulsões, coma e até mesmo à morte. Além disso, o glicogênio se acumula no fígado, rins e intestino podendo causar complicações graves de saúde.

Letícia, que teve o diagnóstico da condição ainda criança tem uma rotina regrada com uma série de cuidados. Ela acompanha os níveis de açúcar no sangue, toma alguns medicamentos e para controlar a glicemia ingere amido de milho ao longo do dia. O alimento cru fornece carboidrato de absorção lenta, e com isso ajuda a evitar as hipoglicemias. Já o amido de milho cozido não possui o mesmo efeito: ele se comporta como um carboidrato de rápida absorção, causando um pico na glicemia e depois uma queda.

Infelizmente, a glicogenose não tem cura, mas tem tratamento. Assim como Letícia faz, além do consumo de amido de milho cru, os pacientes devem evitar alimentos como leite, frutas e açúcar. Por conta disso, podem precisar realizar a suplementação de vitaminas. Todavia, alimentos com baixo índice glicêmico são estimulados e devem fazer parte da rotina. Em bebês, o aleitamento materno pode ser mantido.

Referência: Revista de Pediatria

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