Síndrome vasovagal: saiba mais sobre a condição de Gabriela Prioli

Saúde
18 de Janeiro, 2023
Síndrome vasovagal: saiba mais sobre a condição de Gabriela Prioli

Thiago Mansur, companheiro de Gabriela Prioli, utilizou as redes sociais para relatar a experiência do nascimento da filha, Ava Prioli, no último dia 22 de dezembro. No texto, ele enaltece Prioli por sua força e dedicação nos momentos de tensão e afirma que a jornalista tem síndrome vasovagal, que foi despertada pelo medo de agulhas. Mas afinal, o que é essa condição? Continue lendo e entenda! 

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Afinal, o que é síndrome vasovagal de Gabriela Prioli?

O medo de agulha é uma reação muito frequente em pacientes que são submetidos a elas, seja para receber vacinação, doar sangue ou até mesmo fazer uma cirurgia. Experiências traumáticas com agulhas no passado podem desencadear esse receio na fase adulta, porém, o medo de agulha também pode causar a síndrome vasovagal, como é o caso da jornalista e apresentadora Gabriela Prioli. 

“A Gabi tem síndrome vasovagal e sempre desmaia com agulha. Ela tomou a pré-anestesia com toda a concentração para não se desestabilizar e prejudicar emocionalmente a neném, quando chegou aqui, eu quase desmoronei ao ver a agonia e desconforto que ela sentiu com a agulha (que tinha um tamanho que eu nunca tinha visto!)”, relatou o DJ. 

Apesar de ser muito comum, essa síndrome não é muito conhecida. Basicamente, consiste na perda de consciência transitória, ou seja, um desmaio caracterizado pela baixa da pressão arterial e dos batimentos cardíacos.

Nesse caso, basta que a pessoa veja uma situação da qual tem medo, como ver sangue ou agulhas, para que a sua pressão caia imediatamente, diminuindo o fluxo de sangue no cérebro. Fraqueza, transpiração, palidez e tontura são alguns dos principais sintomas da síndrome que afeta Gabriela Prioli, que terminam em desmaio e visão escurecida. Além disso, outros fatores também podem desencadear a condição.

Apesar de assustar, a síndrome não causa outros danos à saúde e geralmente se resolve rapidamente, possibilitando que o paciente retome a consciência.

Porém, caso o paciente saiba que possui a síndrome, o ideal é informar ao médico ou enfermeiro para que um local adequado seja providenciado para receber a uma vacina ou anestesia por meio de agulha. Assim, o recomendado é que esses pacientes recebam medicações deitados para evitar o risco de traumas ou cortes advindos de uma possível queda.

Como ocorre a síndrome vasovagal de Gabriela Prioli

A explicação é que muitos nervos estão conectados aos vasos sanguíneos e ao coração e ajudam a regular o ritmo cardíaco e a pressão nas artérias em situações normais. Entre eles, está o nervo vago. Quando ocorrem alguns estímulos específicos pode acontecer uma reação neural inesperada e exagerada, que deixa os vasos mais dilatados e diminui o ritmo cardíaco. Dessa forma, em consequência do estímulo, pode haver redução do aporte de sangue no cérebro.

Como resultado, acontece uma síncope, ou seja, perda de consciência súbita e breve com perda do tônus postural seguida de restabelecimento espontâneo.

Principais fatores que desencadeiam a síncope vasovagal

A síncope vasovagal de Gabriela Prioli não tem uma causa bem definida, mas pode ser desencadeada por fatores como:

  • Ansiedade.
  • Dor.
  • Medo.
  • Ficar muito tempo em pé.
  • Alteração na temperatura do ambiente.
  • Exercícios físicos.
  • Medicamentos como diuréticos ou anti-hipertensivos, por exemplo, podem estimular o surgimento da síncope.

Tratamento

A principal forma de tratamento para a síndrome vasovagal é por meio da adoção de medidas que ajudam a prevenir a ocorrência das crises. São elas:

  • Investigar os motivos da crise e tratá-las individualmente;
  • Evitar ficar muito tempo em pé;
  • Levantar-se rapidamente;
  • Permanecer em ambientes muito quentes;
  • Sentir estresse em excesso;
  • Hidratar-se constantemente.

Da mesma forma, existem também medicamentos que podem ser utilizados para evitar as crises. No entanto, antes de optar por eles, devem ser tomadas medidas para prevenção das crises. Eles passam a ser uma opção quando a ocorrência das síncopes prejudica a qualidade de vida do indivíduo e têm a função de ajudar a evitar as quedas de pressão arterial.

Sobre o autor

Tayna Farias
Jornalista e repórter da Vitat. Especialista em gravidez e maternidade

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