Fruta como sobremesa engorda? Nutricionista esclarece

4 de agosto, 2022

Você já deve ter sentido vontade de comer um doce logo após o almoço e o jantar. Isso acontece, sobretudo, porque os níveis de serotonina diminuem durante o processo de digestão. Dessa forma, o organismo busca captar o triptofano, aminoácido que ajuda a produzir o hormônio em questão, gerando bem-estar. Em busca de uma alimentação mais saudável, algumas pessoas aproveitam para comer uma fruta quando o desejo surge depois das refeições. A nutricionista Giovana Maria explica se a fruta engorda ou se essa é uma estratégia válida.

Há quem pense que a fruta engorda, por conter frutose, um tipo de açúcar. Outros, questionam se ela faz bem para a digestão. De acordo com a profissional, existem diversos benefícios associados ao consumo da fruta como sobremesa. As opções ricas em vitamina C ajudam, inclusive, na absorção do ferro contido na refeição. 

Benefícios

Além de colaborarem com a absorção de ferro, as frutas são alimentos indispensáveis para outras funções. “As frutas possuem muitas fibras, que são responsáveis por um bom funcionamento do intestino, podendo também prevenir e diminuir o colesterol elevado, a glicose sanguínea elevada e demais doenças relacionadas”, explica.

Comer as frutas como sobremesa também ajuda a garantir vitaminas e minerais para quem não é acostumado a ingeri-las em outros momentos do dia. Além disso, justamente pelo sabor mais adocicado das frutas, o consumo após as refeições ajuda a diminuir o desejo incontrolável de doce.  

Melhores opções

Giovana defende que todas as opções de frutas são boas. Entretanto, aquelas ricas em vitamina C ou que contêm grandes quantidades de água são as mais indicadas como sobremesa. Por isso, veja alguns exemplos:

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Fruta engorda quando consumida à noite?

Antes de mais nada, vale entender que consumir frutas de maneira adequada não atrapalha o emagrecimento ou induz o ganho de peso. Na verdade, o ideal é comer de três a cinco frutas por dia. A melhor forma de inseri-las na dieta é dividindo em várias porções ao longo do dia e variando as opções. 

“Incluir no café da manhã, por exemplo, é bom para aumentar a saciedade e melhorar a saúde intestinal. Também vale comer em lanches intermediários com alguma fibra como chia, aveia, linhaça, castanhas e em pós-refeições grandes, como almoço e jantar”, recomenda.

Algumas pessoas sentem receio de consumir determinados alimentos no período da noite, justamente por ser um momento em que há menor gasto calórico. No entanto, segundo a especialista, comer frutas no período da noite pode auxiliar na qualidade do sono. 

Banana e abacate são fontes de triptofano, substância que ajuda na liberação de melatonina, o hormônio do sono”, completa.

Fonte: Giovana Maria, nutricionista

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