Pessoas com diabetes precisam reforçar os cuidados com a condição em períodos de calor extremo, como os vistos em diferentes estados brasileiros nos últimos meses. Isso porque as altas temperaturas favorecem quadros de hipo e hiperglicemia, além de estragarem medicamentos como a insulina. Saiba mais a seguir:
De acordo com a médica endocrinologista Dra Caroline Castro, da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, o calor extremo pode ser prejudicial para pessoas com diabetes por dois motivos principais.
As altas temperaturas estimulam a perda de água através do suor, propiciando quadros de desidratação. “Para quem já tem diabetes, isso pode aumentar os níveis de açúcar no sangue”, alerta a especialista.
E taxas de açúcar aumentadas no sangue caracterizam-se como hiperglicemia, que se não corrigida adequadamente, pode trazer complicações sérias para a saúde.
O perigo é ainda maior para os pacientes que não fazem o manejo correto da condição. “Quem não tem um controle adequado do diabetes pode apresentar poliúria (aumento do volume urinário) e glicosúria (perda de açúcar no xixi), isso favorece ainda mais a desidratação e as alterações de glicemia neste período.”
Por outro lado, locais muito quentes também podem gerar o efeito contrário: uma hipoglicemia, isto é, quantidades muito baixas de glicose na corrente sanguínea. “Para aqueles que utilizam insulina, há um risco maior de hipoglicemia por ela ser absorvida de forma mais rápida”, explica. As possíveis consequências da hipoglicemia envolvem tontura, fraqueza, confusão e até coma.
Isso vale também para medicações que estimulam a produção de insulina (como Gliclazida, Glibenclamida ou Glimepirida) por conta do aumento na sensibilidade à ação deste hormônio. “Então, nesse período de calor extremo, os cuidados e o automonitoramento da glicemia devem ser redobrados.”
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Por fim, mas não menos importante, é manter o correto armazenamento dos medicamentos para diabetes. A insulina, por exemplo, perde seus efeitos se atinge temperaturas acima de 30°C. Por isso, siga as seguintes dicas da profissional:
Fonte: Dra Caroline Castro, médica endocrinologista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo.