O que acontece com o seu corpo no calor extremo?

Saúde
22 de Setembro, 2023
O que acontece com o seu corpo no calor extremo?

A onda de calor que atingiu o Brasil nessa semana vai piorar ainda mais nos próximos dias, de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia – InMet. Envolvendo boa parte do território nacional, o alerta meteorológico aponta que algumas áreas, em especial, podem sofrer ainda mais com o calor extremo, como São Paulo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Goiás e Rio de Janeiro. Cuiabá, por exemplo, pode chegar a registrar até 45ºC nos termômetros. 

Além das tentativas de se refrescar, as altas temperaturas nos fazem questionar: como o nosso corpo reage ao calor extremo? Quais são os perigos que as altas temperaturas oferecem a saúde? Continue lendo e entenda.

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Calor extremo: quais são os efeitos no nosso corpo? 

Mecanismos de termorregulação são ativados

O primeiro e mais eminente sinal que o organismo está submetido ao calor é o suor. Ele é produzido pelas glândulas sudoríparas na tentativa de refrigerar o corpo em resposta à temperatura alta. Além disso, nessas condições, o corpo também sofre uma dilatação nos vasos sanguíneos para ajudar a dissipar o calor. Esse processo é chamado “vasodilatação”. No entanto, sob temperaturas extremas essa medida pode não ser o suficiente, gerando efeitos mais severos na saúde.

Aumentam as chances de se ter insolação

A insolação acontece quando a temperatura corporal ultrapassa os 40º C, fazendo com que o mecanismo de transpiração falhe e o corpo não consiga se resfriar. Ainda que uma das principais causas da insolação seja a exposição prolongada e sem proteção ao sol, ela também pode ser provocada pelo rápido aumento da temperatura do corpo.

Além disso, esse tipo de condição também pode gerar outros riscos à saúde, como queimaduras de 2º e 3º grau, desidratação, vômitos e diarreia.

Calor extremo pode gerar desidratação

Caracterizada por uma baixa disponibilidade de água no organismo, a desidratação acontece quando perdemos eletrólitos através do suor, levando à sede excessiva, fadiga e mal-estar. Para se ter uma ideia da importância da água, calcula-se que, em média, o corpo humano consiga sobreviver semanas sem comida, mas a maioria das pessoas só permanece viva de 2 a 4 dias sem água.

Câimbras podem afetar os músculos 

Geralmente são causadas por falta de eletrólitos e estão ligadas à desidratação. Ou seja, quando estamos desidratados, os músculos ficam mais suscetíveis a espasmos e contrações involuntárias. Além disso, o calor também pode afetar a circulação sanguínea, levando a uma menor entrega de oxigênio e nutrientes aos músculos, o que agrava ainda mais o problema.

Superaquecimento corporal

Se as temperaturas elevadas forem mantidas por muito tempo, o organismo pode sofrer com o superaquecimento corporal. Na prática, isso significa que alguns sintomas podem surgir, como tontura, náuseas e confusão. Devido ao esforço do corpo para manter a temperatura, a frequência cardíaca e a pressão arterial também podem sofrer altas significativas.

Dessa forma, o calor excessivo pode ser perigoso para a saúde e afetar até mesmo o funcionamento dos órgãos. Por fim, além de todas essas reações do organismo, o choque térmico pode ser a condição associada mais grave e fatal. Com ele, surgem convulsões e até mesmo falência de múltiplos órgãos.

Dicas de ouro para se proteger do calor extremo

Para enfrentar as altas temperaturas dessa onda de calor, é necessário manter a hidratação em dia. Então, capriche nos goles de água e, de preferência, deixe uma garrafinha à sua disposição durante todo o dia. Além disso, use e abuse de água, sucos naturais e água de coco.

A seguir, confira as dicas do Ministério da Saúde:

  • Aplique a quantidade ideal de protetor solar e reaplique o produto a cada 3 horas, principalmente após mergulhos, molhar a pele ou em casos de sudorese intensa. A pele precisa estar seca na hora da aplicação para que o protetor não escorra;
  • Evite exposições prolongadas ao sol e calor, principalmente no horário em que a temperatura tende a estar mais elevada: das 10h às 16h;
  • Use roupas leves e de algodão;
  • Evite fazer exercício físico ou qualquer atividade durante os períodos mais quentes do dia;
  • Aposte em receitas leves e saudáveis;
  • Procure ficar em ambientes arejados, mas se não for possível, utilize bonés e óculos de sol para evitar a insolação;
  • Busque ajuda se sentir tonturas, fraqueza, ansiedade ou tiver sede intensa e dor de cabeça;
  • Por fim, vale também ressaltar que crianças e idosos são mais sensíveis ao calor e, por isso, têm mais chances de ter problemas. Por isso, os cuidados devem ser intensificados.

Ministério da Saúde;

Instituto Nacional de Meteorologia – InMet.

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