A onda de calor que atingiu o Brasil nessa semana vai piorar ainda mais nos próximos dias, de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia – InMet. Envolvendo boa parte do território nacional, o alerta meteorológico aponta que algumas áreas, em especial, podem sofrer ainda mais com o calor extremo, como São Paulo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Goiás e Rio de Janeiro. Cuiabá, por exemplo, pode chegar a registrar até 45ºC nos termômetros.
Além das tentativas de se refrescar, as altas temperaturas nos fazem questionar: como o nosso corpo reage ao calor extremo? Quais são os perigos que as altas temperaturas oferecem a saúde? Continue lendo e entenda.
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O primeiro e mais eminente sinal que o organismo está submetido ao calor é o suor. Ele é produzido pelas glândulas sudoríparas na tentativa de refrigerar o corpo em resposta à temperatura alta. Além disso, nessas condições, o corpo também sofre uma dilatação nos vasos sanguíneos para ajudar a dissipar o calor. Esse processo é chamado “vasodilatação”. No entanto, sob temperaturas extremas essa medida pode não ser o suficiente, gerando efeitos mais severos na saúde.
A insolação acontece quando a temperatura corporal ultrapassa os 40º C, fazendo com que o mecanismo de transpiração falhe e o corpo não consiga se resfriar. Ainda que uma das principais causas da insolação seja a exposição prolongada e sem proteção ao sol, ela também pode ser provocada pelo rápido aumento da temperatura do corpo.
Além disso, esse tipo de condição também pode gerar outros riscos à saúde, como queimaduras de 2º e 3º grau, desidratação, vômitos e diarreia.
Caracterizada por uma baixa disponibilidade de água no organismo, a desidratação acontece quando perdemos eletrólitos através do suor, levando à sede excessiva, fadiga e mal-estar. Para se ter uma ideia da importância da água, calcula-se que, em média, o corpo humano consiga sobreviver semanas sem comida, mas a maioria das pessoas só permanece viva de 2 a 4 dias sem água.
Geralmente são causadas por falta de eletrólitos e estão ligadas à desidratação. Ou seja, quando estamos desidratados, os músculos ficam mais suscetíveis a espasmos e contrações involuntárias. Além disso, o calor também pode afetar a circulação sanguínea, levando a uma menor entrega de oxigênio e nutrientes aos músculos, o que agrava ainda mais o problema.
Se as temperaturas elevadas forem mantidas por muito tempo, o organismo pode sofrer com o superaquecimento corporal. Na prática, isso significa que alguns sintomas podem surgir, como tontura, náuseas e confusão. Devido ao esforço do corpo para manter a temperatura, a frequência cardíaca e a pressão arterial também podem sofrer altas significativas.
Dessa forma, o calor excessivo pode ser perigoso para a saúde e afetar até mesmo o funcionamento dos órgãos. Por fim, além de todas essas reações do organismo, o choque térmico pode ser a condição associada mais grave e fatal. Com ele, surgem convulsões e até mesmo falência de múltiplos órgãos.
Para enfrentar as altas temperaturas dessa onda de calor, é necessário manter a hidratação em dia. Então, capriche nos goles de água e, de preferência, deixe uma garrafinha à sua disposição durante todo o dia. Além disso, use e abuse de água, sucos naturais e água de coco.
A seguir, confira as dicas do Ministério da Saúde:
Instituto Nacional de Meteorologia – InMet.