Deltacron: OMS confirma existência de variante que combina ômicron e delta

Saúde
09 de Março, 2022
Deltacron: OMS confirma existência de variante que combina ômicron e delta

A Deltacron está entre nós. A diretora técnica da Organização Mundial da Saúde (OMS), Maria Van Kerkhove, confirmou nesta quarta-feira (9) que a agência monitora o surgimento de uma nova variante do coronavírus que combina as variantes Ômicron e Delta, informalmente chamada de Deltacron.

Virologistas do Instituto Pasteur, da França, enviaram na última terça-feira (8), o sequenciamento genômico completo do vírus para o GISAID, maior banco de dados internacional de Covid, confirmando as primeiras evidências sólidas sobre a existência da variante recombinante, que foi identificada pela primeira vez na França, em janeiro.

Deltacron já circula em país europeus

Ainda segundo a diretora da OMS, a variante já foi detectada em alguns países. “Estamos cientes dessa recombinação. Foi detectada na França, Holanda e Dinamarca, mas em níveis muito baixos”, disse Van Kerkhove durante coletiva de imprensa da OMS em Genebra, na Suíça. No Reino Unido, há casos suspeitos, mas não confirmados da nova variante.

Leia mais: Reinfecção da ômicron: afinal, é possível ter a doença mais de uma vez?

Novas variantes são esperadas, afirma OMS

A recombinação genética de um vírus ocorre quando uma pessoa é infectada por dois micro-organismos diferentes que entram em uma mesma célula. Nessa situação, o material genético deles pode ser trocado aleatoriamente, gerando uma nova versão do vírus.

“A nova variante recombinante é algo esperado, principalmente se levarmos em consideração a circulação do vírus. A Delta ainda circulava na Europa quando a Ômicron apareceu”, lembrou Van Kerkhove. A diretora da OMS destacou que ainda não há evidências de que ela seja mais grave do que a Delta ou a Ômicron separadamente.

“A pandemia está longe de acabar, e não só precisamos focar em salvar a vida das pessoas, mas focar também em reduzir a propagação desse vírus. Isso não significa que as pessoas vão precisar ficar em suas casas, mas precisamos testar e continuar fazendo o sequenciando do vírus.”

Sobre o autor

Fernanda Lima
Jornalista e Subeditora da Vitat. Especialista em saúde

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