Câncer de mama na amamentação: doença pode surgir nessa fase?

Gravidez e maternidade Saúde
17 de Outubro, 2022
Câncer de mama na amamentação: doença pode surgir nessa fase?

Ao iniciar o diálogo sobre câncer de mama na amamentação, sabe-se que o período é conhecido por ser importante na prevenção contra a doença. No entanto, isso não descarta a possibilidade da mulher descobrir um nódulo maligno nos seios durante o aleitamento materno. Afinal, dar de mamar é capaz de reduzir o risco de incidência da enfermidade, mas não é uma blindagem completa contra o quadro, como lembra Dra. Fernanda Perez Magnani Leite, mastologista do A.C. Camargo Cancer Center.

Assim, entende-se que: “o câncer de mama pode sim ocorrer na fase do aleitamento materno”, como reforça a mastologista. Dessa forma, o principal sintoma da doença nesse período é o possível nódulo no seio. Para diagnosticá-lo, é preciso estar atenta principalmente após o esvaziamento das mamas depois de realizar a amamentação.

“Quando estamos amamentando, as mamas podem ficar cheias de leite. No entanto, quando o bebê mama, elas vão esvaziar e ficarem amolecidas novamente, saindo as “pelotinhas” que formaram devido ao ingurgitamento do leite. Assim, quando há a persistência dessas “bolinhas”, o ideal é fazer um ultrassom para verificar qual é natureza desse nódulo”, explica Dra. Fernanda.

Junto com o ultrassom dos seios, o especialista pode pedir mamografia bem como biópsia para entender qual é a origem do nódulo que a paciente percebeu nas mamas. Vale lembrar que ele deve ter persistido por, no mínimo, uma semana para que então se comece a analisá-lo com mais atenção.

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Câncer de mama na amamentação: por que período previne a doença?

Entre 2021 e 2022, estimam-se que 66 mil novos casos de câncer de mama surjam nesse biênio. Por isso, qualquer atitude que esteja ligada a prevenção da doença é importante, como é o caso do aleitamento materno. Sabe-se, por exemplo, que a cada 12 meses que a mulher pratica a amamentação, diminui o risco dela ter a doença em torno de 4,3%.

De acordo com a especialista, essa prevenção se dá principalmente por causa de dois motivos. O primeiro é porque a lactante tem menos ciclos menstruais durante o aleitamento materno. “Logo, ela fica menos exposta ao estrógeno”, completa Dra. Fernanda.  

“Além disso, há muita renovação celular para produção do leite. Com isso, há eliminação de células que possivelmente poderiam ser “erradas” e, consequentemente, desenvolveriam o câncer de mama”, esclarece a mastologista.

O aleitamento materno também protege as mulheres dos cânceres de ovário e endométrio, ainda que em proporções menores. Isso se dá porque na amamentação, principalmente quando é exclusiva, há a diminuição dos ciclos menstruais e consequentemente da presença de estrógeno no organismo.

Fonte:

  • Dra. Fernanda Perez Magnani Leite, mastologista e cirurgiã oncológica do A.C.Camargo Cancer Center;

Referência:

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