Câncer de intestino: Causas, sintomas e dados no Brasil

8 de julho, 2021

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), a cada ano, são diagnosticados 41.010 novos casos de câncer de intestino no Brasil. Esse valor corresponde a um risco estimado de 19,63 casos a cada 100 mil pessoas.

Atualmente, esse é o segundo tipo de câncer mais comum nas mulheres e o terceiro mais frequente nos homens. Apesar de ser conhecido como nosso “segundo cérebro”, muita gente ainda desconhece a importância do intestino para o funcionamento do nosso corpo.

Para a médica oncologista Danielle Laperche, é essencial saber que nosso organismo, e em especial o intestino, é vulnerável ao que ingerimos. O que torna, então, a atenção à alimentação um fator crucial de prevenção.

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Câncer de intestino: Causas

Um estudo estadunidense publicado no periódico JNCI Cancer Spectrum, por exemplo, mostrou que fatores não genéticos estão associados a um aumento do risco de câncer colorretal em pessoas com menos de 50 anos. O abuso da carne vermelha, o baixo consumo de fibras e o uso excessivo do álcool são alguns.

“Um estudo recente aponta, inclusive, que em pacientes com câncer colorretal já tratado, a ingestão de nozes teve um fator protetor muito grande para evitar recidivas e a formação de novos pólipos. A via digestiva é parte de nosso organismo, e está diretamente exposta ao que comemos. Quanto mais as pessoas conhecerem sobre a doença, mais vão buscar tratamento em casos iniciais”, ressalta a oncologista.

Segundo as estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca), em 2021 serão contabilizados mais de 41 mil novos casos desse tipo de tumor, que tem alta taxa de mortalidade (em torno de 48%), mas pode ser prevenido com mudanças de hábitos e exames de rastreio. Como a colonoscopia, que deve ser feita por pessoas com mais de 50 anos. Em casos com histórico familiar da doença, por outro lado, o ideal é buscar uma avaliação o quanto antes para definir o melhor momento para iniciar o rastreamento e fazer o diagnóstico precoce.

“A obesidade é um fator de risco muito importante. O mesmo vale para dietas pobres em fibras, com poucos vegetais, legumes, frutas e ingestão excessiva de carne vermelha (consumo acima de 500g por semana). A alimentação tem um papel fundamental não só na prevenção, mas no tratamento. Infelizmente, quando o câncer é detectado por meio dos sintomas, na maioria das vezes já evoluiu para uma fase avançada e só pode ser tratado com a cirurgia (ressecção do intestino) e/ou quimioterapia. Mas vale ficar alerta aos sinais e procurar um médico”, explica Laperche.

Sintomas do câncer de intestino

  • Perda de peso;
  • Anemia sem causa aparente;
  • Alteração do hábito intestinal;
  • Sangramento nas fezes;
  • Massas abdominais e inchaço na região.

Como prevenir

Apesar de não ser possível mudar os fatores genéticos que tornam as pessoas propensas ao câncer colorretal, os riscos podem ser reduzidos com medidas simples. Por isso, a melhor maneira de prevenir o câncer de intestino é com bons hábitos de saúde. Algumas orientações da especialista:

  • Pratique atividades físicas regularmente;
  • Não fume ou reduza a quantidade de cigarros por dia;
  • Evite o consumo de bebidas alcoólicas, alimentos gordurosos, carne vermelha e embutidos;
  • Além disso, ingira diariamente fibras (25 a 30g), frutas e verduras (2 a 5 xícaras);
  • Tenha uma dieta rica em vegetais, principalmente hortaliças brássicas (brócolis, couve-flor, couve-de-bruxelas e repolho), que ajudam no desempenho intestinal e evitam inflamações.

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